sábado, 18 de janeiro de 2014

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

REFLEXÃO- A PETECA E O TREM



Amigos, hoje, estive pensando sobre a nossa missão e como temos deixado, por tantas vezes, a peteca cair. Nosso trem tem saído dos trilhos várias vezes. Claro que  Deus não nos quer perfeitos e sim buscando a perfeição, e a perfeição é só Ele mesmo- Deus.

Temos deixado a peteca cair quando, por exemplo, algum motivo, deixamos de participar da Igreja, (alguns motivos até justificáveis),  para não fazer cumprir o que nós mesmos nos propusemos. A peteca cai quando esquecemos que sermos misericordiosos e piedosos com o próximo, esquecemos que somos servos, missionários. Servo e missionário deve estar disposto a partir ao encontro, realizar aquilo que, às vezes não é da sua vontade, mas precisa ser cumprido. O trem sai dos trilhos quando não mais conseguimos diferenciar o que é de Deus do que é do homem, na maioria das vezes as coisas do homem prevalecem mais do que as coisas de Deus.

O trem descarrila quando não estamos em condições físicas, psíquicas e, sobretudo espirituais para assumir qualquer trabalho na Igreja que demanda zelo. Quando não temos a humildade pra reconhecermos que precisamos da intercessão e de oração de alguém, irmãos próximos. Quando ACHAMOS que estamos bem e conseguimos levar a frente um projeto que propagamos como sendo de Deus, mas na verdade ele é 100% nosso. Os projetos de Deus acontecem de forma tão natural e sem pressão. Quando um projeto não é o Deus, quem tem intimidade com Ele percebe rapidamente. A peteca cai quando esquecemos que somos apenas instrumentos, e instrumento não toca sozinho.

Engraçado né? De qualquer forma que a peteca for jogada, ela cairá em pé. O Trem tem o seu destino já traçado pelos trilhos, o seu objetivo é sair de um lugar e chegar ao outro ligado por uma linha.

Deus nos dá a liberdade para estarmos ou não na presença Dele, somos livres pra ir ou não ir à Igreja, assumir ou não aquela missão, participar ou não daquele encontro, concordar ou não com estas palavras.  A todo o momento tem nos impulsionado a ser missionários, e missionário tem um coração inquieto pois sempre estará ouvindo- Vem e Segue-me, Ei... sai do seu lugar, vá ao encontro de quem precisa de você. Ouça a minha voz, pegue o seu cajado pois eu preciso de você para apascentar os meus cordeiros.

Para isto, é preciso estar de pé e seguirmos a direção da estação. O trem somos nós, Jesus é a nossa linha ( trilhos) o Espirito Santo é quem nos impulsionam em direção a estação que é Deus. Quando não estamos dispostos ou não conseguimos ficar em pé, precisamos de ajuda. Se acaso preferirmos não ficar de pé e nem andar nos trilhos, quem irá perder? Seremos nós mesmos!

Grande Abraço! Zé.
16/01/14.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

TESTEMUNHO QUE EDIFICA A NOSSA FÉ- WALMIR ALENCAR

Minha vida é pura misericórdia! Nasci no dia 29 de Julho de 1967 em Registro, baixada santista, no Estado de São Paulo. E jamais pensei em ser músico, nem sequer ser de Deus ou até mesmo servi-lo como sirvo hoje. 

Desde pequeno fui criado em meio a uma grande indecisão. Minha família era espírita de “mesa branca”, onde se invocavam os mortos. Como toda família constituída, nós também buscávamos uma tal felicidade que parecia ser ilusão, porque nunca a vimos em nossa casa. Parecia que quanto mais buscássemos nesses lugares, mais distante ela ficava. A minha rebeldia e as desavenças entre nós faziam com que vivêssemos num confronto diário de desamor.
Em minha adolescência essa busca por um alento aumentou, mas com ela minha infelicidade também, pois eu buscava em meio a pessoas que viviam num verdadeiro lamaçal de pecados. 
Eu freqüentava todos os dias um lugar onde rolava de tudo: drogas, sexo livre...

E pensando em estar seguro, eu até dizia aos que me criticavam: “Eles sim são minha família! Pois eu nunca tive outra!”. Mas freqüentemente os “amigos” que ali eu conhecia não duravam muito tempo: Uns morriam por assassinato e outros por drogas, e eu simplesmente ia restando.
Enquanto isso, em casa, eu assistia de camarote a minha família se desfazer: Meus pais se separando, minha irmã mais velha tornando-se mãe solteira, sendo que já não tínhamos nem condições financeiras para cuidar dos outros irmãos. E além de tudo isso, o irmão mais novo cai do muro e falece. Parecia que nossa sorte era a desgraça.
Minha mãe não agüentando segurar tudo sozinha, um dia de manhã quando nós acordamos, vimos um bilhete dela dizendo que era para a gente se cuidar porque ela estava indo embora.
A partir dali cada um foi viver sua vida.
Foi nesse tempo que com 16 anos de idade, já vivendo em São José dos Campos/SP, recebi um convite de um jovem vizinho para participar da Missa da juventude. Mas somente depois de alguns meses, ao passar sem querer em frente da Igreja num domingo de manhã, acabei entrando para participar da Missa. Eu estava com chinelo de dedo, todo sujo, cabeludo, roupas velhas e nem mesmo sabia fazer o sinal da cruz, mas ao ver a alegria daqueles jovens cantando e dançando, não me importei com mais nada. Chorei muito, pois havia encontrado a verdadeira felicidade! 

E uma frase queimava no meu peito: “Aqui é meu lugar”. Fui batizado aos 17 anos na mesma Igreja. Comigo também três irmãs acima de minha idade e outra mais jovem que eu. Uma delas recebeu três Sacramentos num mesmo dia: Batismo, Primeira Comunhão e Matrimônio. Foi uma Festa!
Hoje minha maior felicidade é ver minha família buscando o Senhor. Depois de alguns anos encontrei minha mãe e voltei a morar com ela. Nesse tempo todas as minhas irmãs já freqüentavam o grupo de oração. E minha mãe foi reconquistando toda a família novamente com seu testemunho de vida. Entrou para a Igreja e se casou em Maio de 2003.
Deus é santo e bom em tudo o que faz! Continuo esperando em Deus e não desanimo.
Ainda que falte alguma coisa para o Senhor ajustar em minha casa, como meu irmão que por causa de tráfico de drogas ficou no Carandiru até fechar e há muitos anos vive de presídio em presídio, eu levo comigo esta promessa: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família" (Atos 16, 31)
Mas Deus sempre traduziu esta palavra para mim desta forma: ”Se você cuida da minha Obra, Eu cuido da sua família”.
Walmir Alencar
Adoração e Vida
FONTE:http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=749

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Adoração ao Santíssimo Sacramento.



Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja de Santo Antônio em Venda Nova.
Venha adorar conosco- 
Dia 03/01/2014 apartir das 20 horas.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A função do ministério de música é marchar à frente

A função do ministério de música é marchar à frente, abrindo as trincheiras do inimigo, para que o exército de Deus possa entrar e destruí-lo.
Nele, observamos as seguintes qualidades:

• Não se acovarda;
(Quando nos acovardamos, desprezamos o Senhor e a força que vem do alto.)

• É obediente;
(Que se faça somente a vontade de Deus!)

• Está consciente da batalha espiritual;
(Existe realmente uma batalha espiritual sendo travada e a nossa arma é a oração)

• Faz retiradas estratégicas;
(Quando notamos que a música está sem unção e falta unidade, é melhor recuar)

• Procura não errar a rota;
(Não existe erro de rota maior que a desobediência à Igreja)

• Nunca perde de vista seu General;
(Quando isso acontece, o pelotão desgoverna todo o exército que vem atrás)

• Está sempre à serviço do exército, que é a Igreja.
(O pelotão está à serviço do batalhão e não o contrário)


TENTAÇÕES DO MÚSICO

É através das tentações, dos sofrimentos, das tribulações; é abraçando todos os dias a nossa cruz, que seremos achados fiéis e obedientes. O Senhor não promete retirar-nos as tentações, mas meios de suportá-las.

1.VAIDADE “A ninguém posso ceder a minha Glória”
Isaías 48, 11b

2.CIÚMES O músico se irrita diante do Dom do outro e ainda por cima passa à pensar que faria melhor.

3.IMPUREZA DE INTENÇÃO Servir à Deus buscando outros interesses. Nossa motivação em servir à Deus deve ser o amor à Jesus e ao irmão.

4. AGIR NA CARNE Não agir conforme a ação do Espírito Santo.

5. FALTA DE COMPROMISSO É levar uma vida sem oração, sem vínculos com a Igreja e sem compromisso com o Senhor.

6. SERVIR À DEUS PELA METADE É não possuir confiança absoluta em Deus, buscando outras seguranças.

7. SERVIR À DEUS EM PECADO Não testemunhar com a vida aquilo que se canta.

8. RETER PARA SI É o egoísmo de reter os conhecimentos e técnicas do ministério só para si.

9. VOLTAR À VIDA VELHA É o esfriamento da chama do primeiro amor.

10. AGIR SEM AMOR É a falta de transparência para com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Não podemos disfarçar o que está dentro de nós.

A MÚSICA É INTERCESSÃO

Pelos acordes, instrumentos musicais e nossas vozes, realizamos uma súplica à Deus para que seu poder curador e libertador seja derramado.
Todo servo de Deus na música tem o serviço de tornar sua oração intercessória e deve deixar que o próprio Senhor conduza o seu canto. Existem três fases distintas da intercessão:

IDENTIDADE
O Músico deve ser humilde o bastante para se identificar com a realidade e o problema das pessoas pelas quais intercede.

AGONIA
Não existe carisma sem dor e sacrifício.

AUTORIDADE
É ter uma profunda intimidade com Deus à ponto de sempre obedecer a sua voz.

O servo de Deus na música não pode se esquecer que seu canto é uma oração, quem age em nós para interceder, quem nos move e nos anima é o próprio Espírito Santo.

MINISTRAR A MÚSICA COM PODER

1. O QUE SIGNIFICA SER MINISTRO?
É representar à Deus. Representamos Jesus no campo da música, somos ministros do louvor. O ministro de Deus é escolhido para fazer a vontade do Senhor e não a sua própria vontade.

2. REQUISITOS PARA MINISTRAR COM PODER

2.1 UNÇÃO
(presença de Deus) UNÇÃO SACERDOTAL: para consagrar e oferecer os sacrifícios ao Senhor.

UNÇÃO RÉGIA: para vencer todos os “Golias”.

UNÇÃO DOS LEPROSOS: para a cura dos sofrimentos do povo de Deus.

UNÇÃO DE JESUS CRISTO: ministrar como homem, mas depender totalmente da unção do Espírito Santo.

UNÇÃO DO LEIGO: no nosso batismo recebemos a tríplice unção dada a Jesus Cristo.

UNÇÃO NA MÚSICA: deixar cair primeiro no coração de quem a executa e convencer-se primeiro; é necessário que a música seja primeiramente ministrada para si mesmo.

2.2 SANTIDADE Arma principal para a batalha espiritual

- Oração;
- Eucaristia;
- Sacramento da reconciliação;
- Jejum ou Penitência.

3. QUALIDADES PARA MINISTRAR COM PODER


HUMILDE “Importa que Ele cresça e diminua eu.” (Jo 3,30)

DISPOSTO Fazer tudo de bom agrado, nunca pensando em agradar aos homens, e sim à Deus.

OBEDIENTE Obediência ao corpo hierárquico da Igreja.

RECONCILIADOR Não ser somente aquele que perdoa, mas também o que promove a reconciliação.

QUE DIALOGA Falar na hora certa e saber escutar.

DESAPEGADO “É maior felicidade dar que receber.”(At. 20, 35)

COMPROMETIDO Assumir o ministério como prioridade, ser perseverante e responsável.

TER VIDA DE ORAÇÃO Ministério de música sem oração, fatalmente cairá no erro de não saber e nem fazer a vontade de Deus.

INSPIRAR CONFIANÇA E SEGURANÇA Ter segurança interior.

PACIENTE Saber esperar com esperança, com paz e com conhecimento de que Deus pode realizar em nós e por nós.

TER BOM OUVIDO Ter senso de melodia, afinação e de ritmo.

4. PREPARO PARA MINISTRAR COM PODER

 1º Passo: Buscar os Sacramentos (Reconciliação e Eucaristia).
 2º Passo: Santificação pessoal, vigílias, penitências ou jejuns.
 3º Passo: Espírito Santo, reunir para ensaios e oração, ser o primeiro a chegar e o último a sair, aquecimento vocal.

5. MINISTRAR A MÚSICA COM PODER NO GRUPO DE ORAÇÃO
O mais importante é ficar atento ao que o Espírito Santo quer como direção. No Grupo de Oração encontramos 4 linhas de força:

a) Encontro com Jesus:

• Levar cada um a desejar um encontro pessoal com Jesus, pois muitos vem para buscar cura, pedir pelos seus problemas e se esquecem do encontro pessoal com Aquele que tudo pode. b) Louvor:
• Principal momento, ocupando nunca menos que 30 minutos;
• Louvor através da Bíblia, da música, pingue-pongue, desencadeado e em línguas.

c) Espírito Santo:

• É o condutor da reunião de oração
• Se o ministro da música não se deixar conduzir pelo Espírito Santo, ele não cumprirá sua missão.

d) Os Carismas:

• Buscar pelo Espírito Santo;
• Importância da Oração em línguas que nos abre a outros dons;
• O canto em línguas que não é forçado, mas parte da inspiração do Espírito que anima o povo, tem um ápice e termina suavemente, mansamente sem exageros.

6. DICAS PARA MINISTRAR COM PODER

a) Sintonia e Harmonia: Atenção à Pregação para a música ser uma continuidade da mesma e não um “show” à parte.

b) Postura:

• Não vestir-se exuberantemente, mas com simplicidade;
• Evitar conversas paralelas que não estejam no contexto do evento e nem brincadeirinhas;
• Não fazer gestos exagerados, nem escandalosos.

c) Sobre o Ministério:

• Não trocar com freqüência os componentes;
• Ter organização interna;

d) Comentários: Comentar a música com breves palavras.

e) Rezar as canções: Trabalhar a música com orações, onde o ministro se sentir inspirado.

f) Escolha dos cânticos:

• A música não pode ficar fora do contexto do assunto que está sendo trabalhado;
• Iniciar com cantos alegres e animados;
• A transição das animações para as interiorização deve sempre ser gradativa;
• Tomar cuidado para a música não virar tapa buracos, pois em muitos momentos o que o Senhor está pedindo é o silêncio. É muito melhor a qualidade que quantidade.

g) Música Instrumental: Colocá-la no momento certo com o intuito de mostrar Jesus e não o músico.

h) Alegria:

• O coração e o rosto do músico devem transbordar alegria, pois não convence ninguém um cantor ou instrumentista que ministra com o rosto carrancudo e carregado;
• A tristeza pode matar uma reunião de oração ou um retiro espiritual;
• Mesmo enfermos devemos vestir roupa de festa e ter um semblante alegre para servir o Senhor.

A MÚSICA UNGIDA

A música influencia diretamente o comportamento das pessoas. Através dela pode-se facilmente dizer aquilo que é necessário com uma maior aceitação da mente e da natureza do homem.

a) A influência da música no cérebro humano.
As diferentes áreas e suas reações:

HEMISFÉRIO COMUM HEMISFÉRIO ESQUERDO HEMISFÉRIO DIREITO

• É a base do sistema nervoso;
• É a parte mais primitiva, de onde partem reações violentas, bruscas, instinto de defesa e afetividade;
• Predomina o ritmo. • Raciocínio lógico;
• Controla o lado direito do corpo ;
• Predomina a letra, não importando a melodia, ou o ritmo. • Criatividade;
• Sensibilidade;
• Melindroso;
• Predomina a suavidade, beleza e profundidade da melodia.

b) A influência dos sons e sua intensidade
Para comandar o corpo humano, o cérebro ativa ainda algumas glândulas espalhadas no corpo humano, com suas funções específicas: hipófise, pineal e secreção interna. Algumas notas musicais bem acentuadas afetam certas partes do corpo humano:

 Dó – Glândula Pineal
 Ré – Hipófise
 Mi – Coração, Pulmão
 Fá, Sol – Estômago, Intestino
 Lá – Fígado, Vesícula
 Si – Sexo, Aparelho Reprodutor

A música pode ser usada até de modo terapêutico para ativar órgãos ou glândulas do corpo humano. É preciso portanto, que descubramos a música como instrumento para tocar o psíquico das pessoas, para tocar os seus corações, o centro de suas decisões, o seu “eu” profundo, para então Deus curar, libertar e confortar.

c) O mal corrompe a música

Lúcifer = chefe da música celestial, encharcado de orgulho e vaidade acabou sendo expulso do céu.
À partir do momento que a música parou de levar o louvor ao Senhor, perdeu o sentido de estar entre aqueles que não cessam de louvar o Deus misericordioso.

d) A música usada por Davi

• Davi possuía um ministério de música organizado e bem treinado – 4.000 músicos;
• Tinha coordenadores consagrados à música;
• Teve unção suficiente para derrubar “Golias”.

e) A música usada com unção

A música ungida tem poder para derrubar qualquer tipo de barreira, qualquer muralha. Ela pode desfazer até problemas humanamente impossíveis, pode converter corações mais duros que a rocha.

DOM DO DISCERNIMENTO NA MÚSICA

Nenhum carisma é bem utilizado se não tiver discernimento. O músico necessita do Dom do discernimento para saber escolher as músicas, levar a assembléia à oração, para ver com os olhos de Deus se o povo está oprimido e precisando de uma música que liberta, enfim, para conduzir o povo para os caminhos do Senhor.
O que é discernir? = Vem do Grego, que quer dizer “colocar em prova”, “diferenciar”, “escolher”. Para termos o discernimento é necessário renovar a nossa mente para podermos separar e examinar o que é do mundo e o que é de Deus.

Na luta espiritual temos três tipos de influência:

 A influência que emana do Espírito Santo;
 A que vem de nosso próprio espírito humano;
 E a que procede do espírito maligno.

Como separar estes três sopros que podem existir dentro de nós?
Para Discernir é preciso que o músico seja ÍNTIMO de Deus.

O MÚSICO DEVE FORMAR OUTROS

O Canto cristão precisa ser ouvido pela Terra inteira e isso só acontecerá se houver o efeito multiplicador, ou seja, que cada servo de Deus forme outro. E para formar ou sermos formados é preciso:
• Cursos;
• Seminários;
• Aprofundamento na Palavra de Deus;
• Aprofundamento nos documentos da Igreja.
Tudo isso não só individualmente, mas com todo o grupo.
O lugar mais importante para o discípulo é aos pés do mestre. Sem escutar, é impossível ser discípulo. O discípulo é totalmente dependente e guiado pelo Espírito Santo, deve tratar à Deus de papai. E esta é a nossa missão, formar discípulos íntimos de Deus.

MÚSICA LITÚRGICA – CANTO NA MISSA

 Canto de Entrada: deve ser alegre e de louvor à Deus.
 Ato Penitencial: Meditação simples, não demorado e cheio de fervor.
 O Glória: Canto de Alegria, contendo Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo.
 Salmo: É uma resposta à 1ª leitura e nunca deve ser substituído por cântico de meditação, à não ser que tenha o mesmo contexto.
 Aclamação: Exceto no tempo da Quaresma, a aclamação mais utilizada é o Aleluia.
 Profissão de fé: Pode ser cantada, desde que contenha os principais pontos da fé católica.
 Ofertório: É um dos cânticos menos importantes, pois o grande ofertório da missa é após a consagração.
 Santo: É o canto mais importante da missa, uma aclamação feita exclusivamente à Deus Pai.
 Consagração: O mais importante são as palavras e os gestos do celebrante, o canto é opcional.
 Amém: É a resposta final e deve ser feita com vigor e alegria.
 Pai Nosso: o canto é opcional
 Cântico de Paz: Deve ser um canto que expresse alegria e amor ao irmão.
 Cordeiro: Se for cantado deve ser rigorosamente a letra original.
 Comunhão: Canto de oração e recolhimento que deve ressaltar Jesus presente no vinho e pão, não podendo ser muito animado.
 Ação de Graças: É opcional.
 Final: É um canto de alegria que ressalta a necessidade do envio missionário.

Quem quer trabalhar na música para Deus; lembre-se que o principal papel de um Ministério de Música é servir na liturgia.



CONCLUSÃO

Uma nota musical não realiza nada sozinha, mas um conjunto de notas organizadas harmoniosamente formam uma música. O Senhor é o Maestro e se nós nos unirmos formaremos o canto novo que Ele quer fazer ressoar pela face da Terra.
BIBLIOGRAFIA

1 – TAUNNUS, Roberto A., TANNUS, Neusa A. de O., SOUZA, Aldenor de / Formação Espiritual de Evangelizadores na Música – Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996.


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Temos assumido muitos compromissos?

Amigos, boa tarde!
 Abro três observações que podem nos levar numa melhor reflexão.
 Nossos compromissos: Assumir e não cumprir, assumir e cumprir e o cumprir sem assumir.
a)      Assumidos e não cumpridos- Sabemos que nossa missão na igreja demanda diversas funções e tempo para cumpri-las. Quando firmamos um compromisso e não cumprimos, sobra pra quem não firmou e não marcou. Às vezes pessoas sem um conhecimento básico ou até mesmo sem experiência tentam executar o que era de responsabilidade nossa. Claro, nosso tempo tem sido cada vez menor. Estudo, trabalho, casa, casamento, filhos, família, todos precisam da nossa presença também. Eu por exemplo, às vezes tinha compromissos de segunda a segunda, sem um intervalo, um descanso. Chegou num tempo em que eu cumpria as coisas sem nenhum critério, fazia por fazer! Então acontecia uma falta de zelo e cuidado com as coisas de Deus.
b)      Assumindo e cumprindo- Nada mais correto que isto né? Assumir e cumprir! Ninguém é obrigado a assumir nada, mas se assumiu, deve cumprir! Nossa missão na igreja deve acontecer de forma bem natural e sem pressão. A qualidade do serviço será melhor e o zelo com o sagrado ficará evidente.
c)      Cumprir sem assumir- Ao contrário do ítem (a) Às vezes uma pessoa é convidada a desempenhar determinada tarefa na igreja sem ter sido, ao menos avisada. Por algum motivo, alguém faltou ao compromisso.

Gente, há momentos que não estamos preparados psicologicamente nem fisicamente, ai acontece que alguém nos chama para ministrar um momento de louvor, oração  sem condições. Então, o resultado é imprevisível, né?
     Eu acredito que por motivos diversos e falta de responsabilidade daqueles que assumiram tarefas e não cumpriram (salvo por motivos maiores), alguém cumpri algo que não era para si. Não porque não merecia ou não podia assumir, mas porque não estava preparado. E como estar preparado? Oração, jejum, amor aos irmãos, Comunhão e estudo da Palavra de Deus é a resposta.
     Retornando ao tema inicial, o excesso de atividades de alguns, têm contribuído para  que outros assumam compromissos sem os devidos cuidados.
      Os coordenadores devem dar oportunidade para todos que estão disponíveis para o serviço, ainda que monitorando, treinando e preparando. Isto é papel de um formador.
     É fato também, que alguém pode pensar que a tarefa ou o serviço não acontecerá sem a sua presença, sem que ele esteja à frente. Ninguém é insubstituível! Deus sempre providenciou e providenciará alguém para realizar a sua vontade e cumprir o que outros, às vezes nós mesmos, têm abandonado e deixado de cumprir.

 Fico por aqui, pois este assunto é extenso e continuaremos em breve.

Mande sua sugestão, críticas ou artigos para o meu e-mail- poize25@hotmail.com

Graaaaande Abraço!
Deus abençoe à todos!
Zé 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Reflexão -Artigo- Padre Zezinho


 A espetacularização da fé anda em alta nas mais diversas igrejas cristãs. Pregadores e igrejas estão se tornando uma verdadeira indústria de comunicação religiosa com direito a chaveiros, camisetas, livros, Cds e clube de fãs com o rosto do pregador nos seus trajes ou nas entradas dos templos. Num tempo de intenso marketing talvez seja possível justificar esta exposição do rosto do discípulo, mas ficará sempre a dúvida: divulgou ou divulgou-se?
Foi Paulo, o apóstolo sem medo de se expor que, na linha de Mateus 10,27 nos brindou com a noção de mídia vivida de maneira cristã. De cima dos telhados, sim, mas para que mais gente o ouvisse e não para ser visto e aplaudido por mais olhos e mãos. Nem Jesus nem Paulo fizeram da fé um espetáculo. Jesus várias vezes proibiu que divulgassem seus milagres. ( Mt 16,20; Mc 7, 36; Mc 8,4 ; Mc 8,30).
Ao dizer que era exposto aos olhos do mundo (1 Cor 4,9 ) Paulo deixou claro que não o era pelos prêmios, troféus e aplausos de pódio e sim que estava sujeito às dores do púlpito. Sentia-se como as vítimas jogadas aos leões no Circo Máximo. Não havia glória nem aplauso. Releiamos o texto:
Penso comigo, que Deus pôs a nós, apóstolos, por últimos, como condenados à morte; porque somos dados em espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. (I Cor 4, 9)
O mesmo Paulo, ao lembrar que venceu porque não desistiu e não foi embora do seu compromisso não fala em derrota do outro e, sim, em vitória pessoal porque lutou com ética, fez um bom combate, chegou ao fim da corrida e guardou a fé. Foi difícil, mas manteve a palavra dada. (2 Tm 4,7) Foi fiel ao que prometera. Fidelidade é um dos temas centrais da pregação de Paulo. Não se vai embora da família, do evangelho e da Igreja porque está difícil continuar. O evangelho não depende do que dá mais lucro ou mais satisfação.
***
Evangelizar, para Paulo é pastoral social e catequética. É missão e convite do céu e da Igreja e não fruto de conquista pessoal e marketing pró indivíduo. Não funciona na base do “quero me divulgar e ser muito conhecido porque, assim, eu poderei tornar Jesus conhecido!” Parece lógico, mas não é cristão. Equivale a expor-se para expor, vender-se para vender.
Quando o pregador põe preço alto para sua pregação, esquece o que dizia Paulo na 2 Cor 11,8 e na 1 Ts 2, 6-9. Ele fez de tudo para não ser pesado ás comunidades às quais pregava. Não quis dar trabalho nem custar caro. O preço da pregação de Paulo era pequeno e ele nada lucrava com o evangelho. Fazia coletas para os pobres ( Rm 15.26. 1 Cor 16,1 ) mas ele mesmo imitava Jesus que vivera na pobreza ( 2 Cor 8,.9 ) Não levou vantagem ao pregar o evangelho. Aliás, foi perseguido, houve gente que jurou não comer enquanto ele não fosse morto ( At 23,12) Experimentou fome, sede frio e nudez ( 1 Cor 1,27) A Paulo não se poderia aplicar a severidade de Jesus contra pregadores que catam dinheiro das pessoas carentes a pretexto de longas orações. O castigo deles será maior. (Mc 12,40)
Paulo tinha consciência das dores do povo. Mas não os enganava com evangelhos agradáveis. (Gl 1,8 ) Disse a Timóteo que devia pregar sem a preocupação de agradar. ( 2 Tm 4,1-5) Fosse gentil e compassivo, mas fosse exigente e sóbrio em tudo ( 2 Tm 4,5). Todos teriam, porém que ser pacientes até ao admoestar ( I Ts 5,14) Que os colossenses se tratassem bem mas se admoestassem mutuamente se fosse o caso. (Cl 3,6)
Paulo oferecia Jesus Cristo e este crucificado e não vitorioso, não maquiado e produzido de maneira a agradar a plateia, nem um Cristo luminoso e adocicado que responde a atende ao pregador que invoca seu nome um determinado número de vezes. O pregador que teatraliza e chora dramaticamente diante das câmeras ao pedir pelo seu povo não receberia aprovação nem de Paulo nem de Jesus! Paulo ia ao cerne! Pregava quem era escândalo para os judeus e causa de escárnio para os pagãos. (1 Cor 1,23)
O pregador Paulo distinguia entre missão de mostrar Jesus diante dos holofotes e ambição de aparecer e mostrar-se aos holofotes para depois mostrar Jesus. Ele ficava atrás do Jesus que revelava ao povo e não à frente para anunciar o Jesus que viria depois. Não era o apresentador espalhafatoso tipo Ratinho e Faustão que mais aparece do que apresenta porque o show é ele! Paulo era o corajoso mestre, cujo viver era o Cristo. Ficaria feliz se conseguisse que ao menos alguns dos que o ouviam aceitassem Jesus. Não mirava a multidão. Mirava a profundidade. Falou com respeito das santas mulheres, das que o auxiliavam e das senhoras serenas a quem o evangelho devia muito, mas na 2 Tm 3,6-7 ironizou as mulheres carregadas de pecado e superficialidade que não estão lá para aprender coisa alguma…
Desejou que os Efésios (Ef 3,18) entendessem das múltiplas dimensões do Cristo e crescessem sabendo da altura, da profundidade, do comprimento e da largura deste mistério que supera qualquer conhecimento e entendimento! Era esta a finalidade do seu púlpito e da sua pregação. Ele preferia até ser anátema, um esquecido e ignorado, desde que seu povo descobrisse Jesus!
Falou em sermos dados em espetáculo e não em dar espetáculo. Falou em conquistar alguns para Cristo e não para si mesmos. Não quis discípulos a qualquer preço, não se colocou em primeiro, nem quis este posto, não disputou preferências, não procurou holofotes e não fez marketing de si mesmo.
Quando falou de si apontou-se como o menor dos apóstolos e lembrou que era fruto da compaixão de Cristo. De bom grado falou de suas derrotas, mas hesitava em falar de suas vitórias em Cristo, exceto a vitória sobre si mesmo. Está tudo lá para quem tem por hábito ler o Novo Testamento. Tinha-se na conta de vencedor porque sabia perder e sabia da sua força porque aprendera a administrar suas fraquezas. E descobriu que Jesus não tira a cruz de nossos ombros e, sim, nos ensina a carregá-la. Ele não tira o peso, dá sua graça e, de repente, o fardo é suportável. A vida não vira um saco de penas, mas dá para levá-la.
Nas mídias religiosas de hoje, mercê de intenso marketing da fé exercido por indivíduos e igrejas que gastam boa parte do seu tempo de pregação para falar de suas arrecadações, de suas obras recém publicadas ou de suas relações e realizações, desvirtuou-se a função do microfone, do teclado e das câmeras a serviço da fé. Ficou mais a serviço do evangelizador e do mensageiro do que o evangelho e da mensagem.
É por isso que aos que ainda pensam no que que veem e ouvem parece cada dia mais escandalosa a atitude dos que, ao invés de serem dados em espetáculo se dão em espetáculo. Não são os holofotes que os procuram, são eles que procuram os holofotes. Acham um jeito de estar onde haja câmeras e microfones de longo alcance por perto. Não é o palco que lhes é oferecido; são eles que se oferecem e se anunciam na esperança de serem convidados a cantar e a pregar. Não é a emissora que os chama e pede entrevista: eles a procuram, porque acham que têm o que dizer e precisam de espaço. Não esperam pelo mérito. E uma vez lá aceitam qualquer esquema e situação para não perderem aquela chance de serem vistos. Vivem o que constata o sociólogo Jean Baudrillard: Sou visto, logo existo!
Faltam-lhes a ética e a ascese da comunicação da fé. Colocam-se em evidência exagerada, sejam eles padres ou pastores e centralizam a atenção em si. Há um protagonismo excessivo na TV e nos palcos onde são tratados como se fossem semideuses da fé. Entram e saem com guarda-costas, coisa que Jesus não tinha e duvido que os quisesse.
Alguém dirá que o papa os tem. Mas o Papa é chefe de Estado e há leis internacionais regulamentando essas relações. Diferente é o caso do artista de televisão ou de cinema, ou do ídolo dos esportes. Houve promoção para que isto acontecesse. Venderam a imagem para depois vender o produto: jogador famoso custa mais caro; artista famoso cobra mais. Mas provocam mais e por isso precisam por barreiras entre eles e o povo. Toda vez que o mensageiro fica maior do que a mensagem as pessoas quererão a atenção dele e não necessariamente o que ele dize. Tocá-lo fica mais importante do que ouvi-lo. E não falta quem explore isso vendendo toalhinha com o seu suor, fotos e posters a preço diferenciado!
Uma séria reflexão sobre a alta exposição dos pregadores deveria ser conduzida por nossa Igreja. Até que ponto a pregação pode ser espetáculo, e quando deixa de ser pregação da Palavra para se tornar acentuação excessiva do pregador? Até que ponto o rosto do pregador anda mais exposto do que sua mensagem? Até que ponto divulgam-se mais as orações e reflexões de um pregador do que os documentos oficiais da nossa Igreja ou a fala do papa? Até que ponto é justo que um pregador use todos os dias da mídia para falar de sua obra e no ano inteiro nunca falou dos documentos dos bispos e do papa nem dos livros do papa que certamente mereceriam ser conhecidos?

QUATRO PILARES DA RECONSTRUÇÃO DO MMA



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

OI GENTE TUDO BEM?

Meus amigos, bom dia!

Estamos tentando voltar com os nossos artigos no blog, fiquem ligados hein?
Qualquer sugestão e dicas podem enviar para  o e-mail:

poize25@hotmail.com

Um abraço forte e Deus abençoe a todos!
Ass.

Zé

quarta-feira, 10 de abril de 2013

DICAS PARA EQUIPES DE MÚSICA




Amigos, muita paz a todos!
voltamos!!!!!

Em meio às diversas situações vivenciadas pelos artistas nos G.O., venho através deste artigo dar algumas dicas de preparo e ou observações importantes para que possamos estar atentos na condução e animação nos Grupos de oração.
Saliento que estas dicas e observações não são regras ou leis a cumprir, cabe a cada um de nós discernirmos, pelo bom senso conseguiremos resolver qualquer situação.
Então vamos lá...

  •          Se você não estiver em condições físicas, psicológicas ou espirituais, evite conduzir ou tentar animar um grupo de oração, não vai dar certo! Não seja resistente! Peça alguém para rezar pra você, deixe o Amor do Senhor te restaurar primeiro, para então, você restaurado e animado poder estar à frente para conduzir ou animar alguém.

  •             Ainda dentro do item acima, procure ter intimidade com o Senhor, crie uma rotina de oração, é importante ter um momento de oração pessoal. Não podemos criar personagens à frente de um GO, é necessária uma atitude verdadeira diante dos nossos irmãos, e os mesmos percebem quando não estamos sendo verdadeiros.  Não podemos ser uma pessoa em casa, outra na igreja e outra ainda em qualquer lugar que estivermos.

  •             É importante saber qual será a palavra a ser partilhada ou a moção do dia. Para que diante dos temas, preparar um repertorio musical e ou técnicas e dinâmicas que poderão auxiliar num melhor entendimento dos mesmos.

  •       Tenha um carinho e atenção com os seus coordenadores. Toda a eficácia do trabalho desenvolvido no GO dependerá desta boa convivência. As diferenças ou possíveis divergências deverão ser resolvidas em reunião periódica diferente do dia do GO.

  •       Volume do som. Este assunto já foi tratado anteriormente no blog e este atinge a todos nós. Um volume alto além de ser prejudicial aos ouvidos é desnecessário e incomodo. Não conseguimos entender nada com um volume do equipamento muito alto. O volume correto e confortável é o volume ambiente, semelhante à altura da voz, os instrumentos nunca devem estar acima do volume das vozes. Microfones devem ser ajustados de uma forma que possamos ouvir a voz da assembleia.

  •            Musicas antigas e novas. É interessante a gente ter um momento para ensinarmos musicas novas para o pessoal do grupo. Não podemos desprezar as musicas antigas, pois elas também ajudam e muito nos momentos de oração.  Existem novos cantores e músicos que desconhecem estes ânticos antigos. Da mesma forma que aprendem as musicas novas, podem aprender as antigas também.

·         Fiquemos ligados nos informes do MMA é importante para caminharmos em unidade com a RCC. Existem muitos artistas que tocam e cantam nos grupos de oração que jamais participou de um retiro, reunião de forania,  congressos ou encontros de formação. Todos os eventos que a RCC promove são para auxiliar nos serviços nos grupos. nao dá pra tocar no grupo de oração e não participar dos eventos promovidos por ela. É muito importante a participação de todos. E tem Congresso Arquidiocesano chegando, procurem saber e VENHA PARTICIPAR!

Fiquem atentos as convocações, além de ser de uma riqueza grandiosa estarmos todos juntos com o Senhor Jesus, é um sinal de conformidade com os serviços executados.

É isto aí amigos, em breve continuaremos nossa reflexão sobre a missão no grupo.
Um abraço!
Zé.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Alteridade, para refletirmos...

O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. É evidente que nós sabemos algumas coisas e, aqueles que não foram à escola, sabem outras tantas, e graças a essa complementação vivemos em sociedade. Como disse um operário num curso de educação popular: "Sei que, como todo mundo, não sei muitas coisas". Numa sociedade como a brasileira em que o apartheid é tão arraigado, predomina a concepção de que aqueles que fazem serviço braçal não sabem. No entanto, nós que fomos formados como anjos barrocos da Bahia e de Minas, que só têm cabeça e não têm corpo, não sabemos o que fazer das mãos. Passamos anos na escola, saímos com Ph.D., porém não sabemos cozinhar, costurar, trocar uma tomada ou um interruptor, identificar o defeito do automóvel... e nos consideramos eruditos. E o que é pior, não temos equilíbrio emocional para lidar com as relações de alteridade. Daí por que, agora, substituíram o Q.I. para o Q.E., o Quociente Intelectual para o Quociente Emocional. Por quê? Porque as empresas estão constatando que há, entre seus altos funcionários, uns meninões infantilizados, que não conseguem lidar com o conflito, discutir com o colega de trabalho, receber uma advertência do chefe e, muito menos, fazer uma crítica ao chefe. Bem, nem precisamos falar de empresa. Basta conferir na relação entre casais. Haja reações infantis... Quem dera fosse levada à prática a idéia de, pelo menos a cada três meses, um setor da empresa fazer uma avaliação, dentro da metodologia de crítica e autocrítica. E que ninguém ficasse isento dessa avaliação. Como Jesus um dia fez, ao reunir um grupo dos doze e perguntou: "O que o povo pensa de mim?" E depois acrescentou: "E o que vocês pensam de mim?" Quem, na cultura ocidental, melhor enfatizou a radical dignidade de cada ser humano, inclusive a sacralidade, foi Jesus. O sujeito pode ser paralítico, cego, imbecil, inútil, pecador, mas ele é templo vivo de Deus, é imagem e semelhança de Deus. Isso é uma herança da tradição hebraica. Todo ser humano, dentro da perspectiva judaica ou cristã, é dotado de dignidade pelo simples fato de ser vivo. Não só o ser humano, todo o Universo. Paulo, na Epístola aos Romanos, assinala: "Toda a Criação geme em dores de parto por sua redenção". Dentro desse quadro, o desafio que se coloca para nós é como transformar essas cinco instituições pilares da sociedade em que vivemos: família, escola, Estado (o espaço do poder público, da administração pública), Igreja (os espaços religiosos) e trabalho. Como torná-los comunidades de resgate da cidadania e de exercício da alteridade democrática? O desafio é transformar essas instituições naquilo que elas deveriam ser sempre: comunidades. E comunidades de alteridade. Aqui entra a perspectiva da generosidade. Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou -a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicção humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade. * Frei Betto é escritor, autor de "Alfabetto - autobiografia escolar" (Ática), entre outros livros.

Enviada por Sônia Menezes- Paroquia Sto Antônio de Venda Nova-BH

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

SEMINÁRIO DE EXPERIÊNCIA DE ORAÇÃO



Tema: “Apascenta as minhas ovelhas” 
Jo 21,17c

PERÍODO DE 24/09 à 25/11

Você já teve dificuldade com o compromisso da oração? Algumas vezes passou por longos períodos de oração rica e completa e outras vezes a oração perdeu a intimidade com Deus?

Oração é graça, assim desejamos passar um período buscando de Deus a graça de orar. Como? “ Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe, quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á” Mt 7,7-8

O que é Seminário de Vida de Oração?
Período compreendido por nove semanas de busca de intimidade com Deus, através de diversas formas de oração. (Temas abaixo relacionados)


Qual o objetivo do Seminário de Experiência de Oração?
Reavivamento Espiritual para todos os participantes do grupo de oração e também a todos aqueles que desejam uma experiência de um novo pentecostes em suas vidas, de forma gradual,  pedagógica e embuida da espiritualidade de pentecostes, através da oração.

Organização
Grupo de Oração: Apóstolos do Cristo Rei- Paróquia de Santo Antônio de Venda Nova.

Local: CEPASA