terça-feira, 8 de agosto de 2017
Voltando as Postagens de Artigos e melodias para os Salmos
Aguardem! Estamos voltando com muitas novidades!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
O CANTO AO LONGO DO ANO LITURGICO
Somos seres que vivemos no tempo, e a liturgia cristã é celebrada no decorrer dos dias, meses e anos. Nossas festas e celebrações acontecem ao longo do dia, da semana, do ano, expressando o sentido da vida humana à luz e a partir do Mistério Pascal de Jesus Cristo, que é o mistério central da nossa fé. Assim, "o ano litúrgico é o ciclo das festas nas quais celebramos, durante o ano, a obra de Cristo, a nossa salvação, sob vários aspectos." (Pe. Gregório Lutz, em "Liturgia - a família de Deus em festa" - EP, pág. 65). Cada ano, nós, cristãos, revivemos e fazemos memória dos principais acontecimentos da vida do Senhor Jesus: seu nascimento, sua morte, ressurreição, ascensão e envio do Espírito Santo... Nossa vida é marcada pelo tempo que é história da salvação: "Chegada a plenitude dos tempos, Deus nos enviou seu Filho"(Gl 4,4), que com sua Encarnação, inaugurou o novo e definitivo "tempo favorável" à salvação, até sua realização plena, na parusia.O Ano Litúrgico dos cristãos se origina do povo judeu, que também tinha seu Ano Litúrgico, marcado sobretudo pelas festas ligadas à natureza e à vida, que sempre se tornavam religiosas, tendo como acontecimento central a saída e libertação do Egito (Páscoa), a Aliança oferecida e aceita no Monte Sinai (Pentecostes) e a festa das colheitas, (Tabernáculos), e que se tornaram, além de outras menores, festas memoriais, recordando e atualizando, através de ritos, palavras, gestos e cantos, a salvação realizada por Javé. Nossa liturgia cristã bebeu dessa fonte pura, aprendendo com o povo judeu a ver e celebrar no tempo a intervenção do Deus que salva, salvação esta levada à plenitude por Jesus Cristo. No Verbo Encarnado, o amor de Deus continua irrompendo em nossa história, visitando e libertando o seu povo, realizando maravilhas entre nós...
O Tempo Litúrgico tem, pois, como unidade central o Ano - tempo da graça do Senhor, tempo da plenitude, tempo da Igreja que nasce da Páscoa de Cristo, e cuja presença entre nós é para sempre: o Cristo Ressuscitado caminha conosco rumo ao Reino definitivo. O tempo da liturgia, além de se organizar pelos ciclos naturais do dia, mês e ano, destaca-se pelo ciclo cultural-religioso da semana de sete dias, tendo o domingo como referência central, pois "no primeiro dia da semana"o Senhor ressuscitou, chamado por isso o Dia do Senhorou Domingo. Assim, este "grande dia de festa" se tornou para a Igreja apostólica e para nós, hoje, um dia consagrado, onde os cristãos se reúnem para celebrar a memória da morte e ressurreição do Senhor. O domingo é o dia da nossa páscoa semanal, através da celebração da eucaristia, memorial da Páscoa de Jesus, por isso mesmo, dia de festa e alegria, antecipação do banquete eterno!
O Ano litúrgico é um caminho pedagógico-espiritual para nossa vivência cristã, um instrumento de salvação e comunhão, um meio para santificar e viver o tempo da graça do Senhor; com ele, desdobramos ao longo do ano os principais acontecimentos da vida de Jesus, partindo da sua Encarnação (Natal) e culminando na Ressurreição e glorificação (Páscoa). A partir destas duas festas básicas, foram surgindo ao longo do tempo, outras festas do Senhor, dos mártires, de Nossa Senhora... Portanto, é à luz do único mistério salvador, que celebramos e cantamos NO TEMPO a nossa redenção. Mistério profundo e inesgotável, que se desdobra no chamado Tempo Comum, e que o canto deve expressar, acompanhando o sentido do Ano Litúrgico e suas festas.
Daí a necessidade de se buscar e aprofundar a espiritualidade dos diversos Tempos Litúrgicos, para adequar a música e o canto ao mistério de Cristo, sempre o mesmo, mas vivido e celebrado de forma diferente no hoje da salvação. Para cada tempo e cada momento especial dentro do Ano Litúrgico, há gestos, símbolos, ritos e cantos próprios, que nos ajudam a mergulhar no mistério do Senhor!
Ir. Miria T. Kolling
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Leitura Orante do CantoA Igreja, sobretudo com a realização do Concílio Vaticano II, fez importante redescoberta, valorizando e recomendando a Leitura Orante da Bíblia, também chamada Lectio Divina (= leitura sagrada, divina), uma antiga prática das comunidades judaicas, cristãs e religiosas, que aos poucos caiu em desuso, até ser recuperada nos últimos anos, cultivada principalmente entre as comunidades pobres, o povo simples e as Congregações religiosas. O primeiro volume da coleção Tua Palavra é vida (Publicações CRB - Edições Loyola, 1990) trata do assunto, com o título A Leitura Orante da Bíblia. Uma verdadeira preciosidade, que nos ajuda na compreensão da Palavra de Deus e no compromisso com a vida, fazendo-nos voltar sempre de novo às fontes da Escritura, porque "cada dia precisamos da salvação", conforme o salmista. É uma forma de ler rezando, meditando e aprofundando a Palavra, de modo que ela se torne nova luz e nos dê novo olhar sobre a vida e a realidade. Ler a Bíblia de uma forma viva, com atenção, espírito de fé e abertura de coração, a partir do Cristo vivo e ressuscitado, em clima de diálogo com Deus, buscando na Palavra sentido para a história pessoal e comunitária, é esta a essência da leitura orante.
De modo bem simples, eis a síntese do método, em quatro passos básicos:
1 - ler e reler o texto, para conhecer e entender o que está escrito,
pois ninguém ama o que não conhece;
2 - repetir, ruminar, aprofundar e
memorizar o texto, até que passe da boca para o coração, para a vida,
atualizando-o em nós;
3 - responder a Deus, deixando brotar no coração o
louvor, a súplica, a ação de graças, o perdão, o compromisso, enfim o
que o Senhor nos inspira como resposta, em forma de oração;
4 -
saborear, curtir, contemplar, agir, adquirir novo olhar, nova luz sobre
o mundo, a vida e a realidade. Um processo dinâmico de vida inteira,
que nunca se repete da mesma forma, até que seja Cristo a viver e agir
em nós. Um método que frutifica quando feito em grupo, em comunidade,
mas que também individualmente nos vai modelando, o que só é possível
sob a ação e orientação do Espírito Santo.
Portanto, a leitura,
meditação, oração e contemplação podem ser comparadas a quatro degraus
de uma escada que une a terra ao céu, quando assim rezamos. Esta Escada
dos Monges, descrita pelo monge cartuxo Guigo, como a eles, certamente
nos fará também subir da terra ao céu, porque embora sejam só quatro
degraus, são de uma altura e profundidade imensas, de modo a penetrar
nas nuvens e alcançar o Coração de Deus, fazendo-nos sentir a sua
graça, experimentar a sua glória, banhar-nos em sua luz. Como é difícil a
tradução do termo, o melhor é falar de "Palavra rezada" ou "rezar a
Palavra".
E o que tem a ver a Leitura Orante da Bíblia com o Canto Litúrgico?... Tudo! Lembro-me de uma memorável Semana de Liturgia de que participei há alguns anos, quando Ione Buyst, teóloga liturgista que faz da liturgia sua vida, partilhou conosco a feliz descoberta do método como aplicável também ao canto nas celebrações litúrgicas. Fomos todos tocados pela nova luz que se fez, e sob sua orientação, começamos a exercitar o método analisando cantos, hinos e salmos, fazendo da meditação uma experiência litúrgica. Aprofundamos o Salmo 50 - penitencial. Marcou-me profundamente tal experiência e passei aos poucos a cantar, interpretar, analisar e rezar os salmos e cânticos segundo o método da Leitura Orante, como Palavra de Deus. A quem quer aprofundar o assunto, vale a pena conhecer a experiência, feita com uma comunidade de Osasco e descrita no livro "Pesquisa em Liturgia - relato de uma experiência" ( Paulus).
Sabemos da importância da Sagrada Escritura na celebração litúrgica: dela são tirados os textos para as leituras, o canto dos salmos, as orações, devendo também os compositores beber das fontes bíblicas e litúrgicas para sua inspiração, sobretudo com relação ao texto. (Conferir SC, nr. 24 e 121). Assim, o método da Leitura Orante, que na sua origem foi um método litúrgico, já usado nas sinagogas judaicas, passou a ser usado na Liturgia cristã, que é o lugar privilegiado onde a Escritura se torna Palavra, sacramento do Verbo, o Cristo vivo. Na liturgia, a comunidade proclama, escuta, aprofunda, reza, canta e atualiza a Palavra, que vai nos transformando, impregnando e se fazendo carne em nós. A música, como parte integrante da liturgia (SC), deve, portanto, ser também rezada e meditada, contemplada e atualizada na nossa vida.
É preciso fazer a experiência litúrgico-musical dos salmos e cantos que executamos em nossas celebrações: não basta cantar com a voz, como rito apenas, mas é preciso vivenciar os passos da leitura orante. Assim sendo, pessoalmente e como equipe: 1) Leitura: leia o canto, preste atenção às palavras e à melodia, procure entender sua função ritual, cante com o coração; 2) Meditação: aprofunde o sentido, relacione com a liturgia, a vida pessoal e comunitária, compare com outros textos, atualize para o "hoje"; 3) Oração: deixe brotar sentimentos de gratidão e louvor, súplica e perdão, alegria e dor, compromisso e desejo de fidelidade à Palavra, no diálogo com o Senhor; 4) Contemplação: assim cantando e rezando, a partir do Ressuscitado, nova luz se fará em seu ser e agir, comprometendo a vida na transformação pessoal, comunitária e social. Como viver isto na prática?... Aguarde o próximo artigo! Mas comece hoje a rezar a Palavra! Consulte o excelente site www.lectionautas.com se deseja saber mais, rezar e cantar melhor!
E o que tem a ver a Leitura Orante da Bíblia com o Canto Litúrgico?... Tudo! Lembro-me de uma memorável Semana de Liturgia de que participei há alguns anos, quando Ione Buyst, teóloga liturgista que faz da liturgia sua vida, partilhou conosco a feliz descoberta do método como aplicável também ao canto nas celebrações litúrgicas. Fomos todos tocados pela nova luz que se fez, e sob sua orientação, começamos a exercitar o método analisando cantos, hinos e salmos, fazendo da meditação uma experiência litúrgica. Aprofundamos o Salmo 50 - penitencial. Marcou-me profundamente tal experiência e passei aos poucos a cantar, interpretar, analisar e rezar os salmos e cânticos segundo o método da Leitura Orante, como Palavra de Deus. A quem quer aprofundar o assunto, vale a pena conhecer a experiência, feita com uma comunidade de Osasco e descrita no livro "Pesquisa em Liturgia - relato de uma experiência" ( Paulus).
Sabemos da importância da Sagrada Escritura na celebração litúrgica: dela são tirados os textos para as leituras, o canto dos salmos, as orações, devendo também os compositores beber das fontes bíblicas e litúrgicas para sua inspiração, sobretudo com relação ao texto. (Conferir SC, nr. 24 e 121). Assim, o método da Leitura Orante, que na sua origem foi um método litúrgico, já usado nas sinagogas judaicas, passou a ser usado na Liturgia cristã, que é o lugar privilegiado onde a Escritura se torna Palavra, sacramento do Verbo, o Cristo vivo. Na liturgia, a comunidade proclama, escuta, aprofunda, reza, canta e atualiza a Palavra, que vai nos transformando, impregnando e se fazendo carne em nós. A música, como parte integrante da liturgia (SC), deve, portanto, ser também rezada e meditada, contemplada e atualizada na nossa vida.
É preciso fazer a experiência litúrgico-musical dos salmos e cantos que executamos em nossas celebrações: não basta cantar com a voz, como rito apenas, mas é preciso vivenciar os passos da leitura orante. Assim sendo, pessoalmente e como equipe: 1) Leitura: leia o canto, preste atenção às palavras e à melodia, procure entender sua função ritual, cante com o coração; 2) Meditação: aprofunde o sentido, relacione com a liturgia, a vida pessoal e comunitária, compare com outros textos, atualize para o "hoje"; 3) Oração: deixe brotar sentimentos de gratidão e louvor, súplica e perdão, alegria e dor, compromisso e desejo de fidelidade à Palavra, no diálogo com o Senhor; 4) Contemplação: assim cantando e rezando, a partir do Ressuscitado, nova luz se fará em seu ser e agir, comprometendo a vida na transformação pessoal, comunitária e social. Como viver isto na prática?... Aguarde o próximo artigo! Mas comece hoje a rezar a Palavra! Consulte o excelente site www.lectionautas.com se deseja saber mais, rezar e cantar melhor!
Ir. Miria T. Kolling
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
A FUNÇÃO DO SALMISTA
Por ser de suma importância o ministério litúrgico do salmista, ele merece um artigo à parte. Tão importante quanto a do leitor, que proclama a Palavra de Deus, a função de cantar o Salmo Responsorial, após a primeira leitura, é também um gesto sacramental, sinal sensível da presença de Deus. É uma leitura-proclamação, que deve ser cantada de preferência, como um prolongamento meditativo da leitura proclamada.
O salmista coloca-se a serviço de Deus, emprestando-lhe sua voz, sua comunicação, seus gestos, sua pessoa. E coloca-se a serviço da comunidade reunida em assembleia para ouvir a Palavra.
Trata-se, portanto, de um conjunto de atitudes a serem assumidas por quem canta o salmo, para que seja expressão do Deus vivo que fala à comunidade, e ao mesmo tempo, resposta orante do povo à Palavra ouvida: o modo como se dirige ao ambão, seu olhar, seus movimentos, sua dicção, o tom e a modulação da voz, enfim todo o modo de cantar e de ser, toda a postura do corpo. Movido (a) pelo Espírito, o (a) salmista proclama com os lábios e o coração a mensagem do texto bíblico, para que o povo escute e acolha o que a Igreja lhe diz naquele dia.
Da parte da assembleia, ela deve ter "os olhos fixos" em quem proclama cantando o Salmo (Lc 4, 20), sem acompanhá-lo, assim como as demais leituras, pelo folheto ou mesmo pela Bíblia. Ele deve ser proclamado do Lecionário Dominical, nossa "Bíblia Litúrgica", segundo Dom Clemente Isnard.
Dois são os modos de executá-lo:
1) a forma responsorial, em que o salmista propõe o refrão, cantando-o sozinho, a seguir repetido pela comunidade, e cantando as estrofes, geralmente em forma livre, numa espécie de recitativo, ouvidas e acolhidas pela assembleia, que participa no refrão;
2) a forma direta, em que o salmo é todo cantado pelo solista, sem interferência nem participação da assembleia, que só escuta. De preferência seja usada a primeira forma, por promover uma participação ativa (canto) e passiva (escuta) da comunidade celebrante.
Em diversos encontros de liturgia e canto pastoral já foi colocada a seguinte questão: poderia o próprio instrumentista, lá do seu lugar, onde está o grupo de canto, tocar e cantar o salmo? Não é liturgicamente o mais adequado, primeiro, porque os documentos da Igreja insistem em que"Cada um, ao desempenhar sua função, faça tudo e só aquilo que pelas normas litúrgicas lhe compete." (Sacrosanctum Concilium). Salmodiar requer um dom especial e é um ministério próprio. Depois, porque o Salmo Responsorial deve ser proclamado do ambão ou da estante da Palavra, como as demais leituras.
Algum instrumento que acompanhe o salmista, seja discreto e suave, servindo apenas de apoio, nunca se sobrepondo à mensagem do texto, que tem a primazia. Requer-se do salmista formação bíblico-litúrgica, espiritual e musical, bem como prática no manuseio do Lecionário e outros livros litúrgicos. "Cantar no Espírito" supõe preparação anterior, evitando-se a improvisação.
"Devemos cantar, salmodiar e louvar ao Senhor mais com o espírito do que com a voz ... O servo de Cristo cante de tal forma que não se deleite na voz, mas nas palavras que canta." (São Jerônimo)
*Ir. Miria Kolling é Religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria, compositora da música litúrgica e religiosa, musicista, pedagoga, gravou mais de 30 trabalhos em LPs e CDs, como também livros sobre canto e liturgia
*Texto Gentilmente cedido pela Ir Míria Kolling
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Novo seguimento -Salmos
Prezados amigos bom dia!
A partir desta data, iremos postar dicas, orientações sobre musicas liturgicas,salmos e musicalizações que poderão ajudar nossos diversos amigos e muisicos de ministerios.
Então fiquem ligados!!!
Um abraço fraterno!
Zé
A partir desta data, iremos postar dicas, orientações sobre musicas liturgicas,salmos e musicalizações que poderão ajudar nossos diversos amigos e muisicos de ministerios.
Então fiquem ligados!!!
Um abraço fraterno!
Zé
terça-feira, 14 de outubro de 2014
AFETIVIDADE:
DOMINIO
DE TODAS AS EMOÇOES, SENTIMENTOS E ESPERIENCIAS SENSIVEIS.
Não precisa ser um psicólogo
para saber que tudo que envolve sentimentos e emoção influencia direta e
indiretamente a nossa missão como servos na Música, bem como em outras expressões
artísticas também. Lidamos o tempo todo com os nossos sentimentos e dos outros
e com eles não podemos brincar. Para tocar e cantar, por exemplo, precisamos
cantar e tocar com o coração, mas vamos do começo.
Tudo
que fazemos e executamos como missão na igreja reflete o que somos em casa de
fato. Tudo começa lá onde encontramos muitas dificuldades, onde aprendemos a
lidar com os nossos relacionamentos. Em casa é a nossa primeira escola e
primeira Igreja, Igreja domestica. Lá aprendemos desde o berço que precisamos
viver e conviver bem com os nossos. Em casa somos testados o tempo todo, teste
de caridade, teste de paciência, tolerância, amor. Quando não passamos no teste,
as coisas para o nosso lado dificultam bastante porque, o que precisamos
desempenhar na igreja necessita de atitudes verdadeiras. Muitas vezes vamos ao
grupo de oração ou à Missa com o coração despreparado, arriscamos todo um
trabalho preparado em grupo ao fracasso quando assumimos um microfone, um
instrumento ou uma condução de oração, abalados emocionalmente ou contrito.
Talvez, por causa de uma simples discursão, um desentendimento em casa e mal
resolvidos, erramos em não perdoar ou
pedir perdão. Uma falta de unção começa ali quando perdemos a oportunidade de
pedir perdão ou perdoar, insistimos numa fortaleza que não temos e confiamos
nas forças pessoais ou no que podemos fazer.
Agindo assim pergunto: como então poderemos incentivar e motivar uma
assembleia com a nossa música se dentro de nós estamos desequilidados
emocionalmente e precisando de reparos, de oração?
Se estamos
de alguma forma sem condições espirituais ou emocionais, devemos primeiro
perdoar, depois pedir alguém que reze por nós,
para então, sentindo o nosso coração confiantes no Senhor, pegar um
microfone ou um instrumento pra tocar.
Somos naturalmente
carentes de amor, todas as buscas sejam elas, certas ou erradas do ser humano,
são para suprir esta necessidade de carinho. O interior do homem é tão grande
que em sua extensão e o seu tamanho somente Deus pode preenchê-lo .
Eu costumo dizer que
ninguém vai a Igreja por roby, todos os irmãos que se sentam naqueles bancos
estão em busca de algo, de uma resposta de Deus, uma cura para os seus
sentimentos, emoções em suas vidas. Temos a missão de contribuir e transmitir este recado de Deus, mas para isto precisamos estar controlados emocionalmente.
Vamos refletir?
Ø CARATER-
Não sejamos pessoas de duas caras, uma em casa, outra na igreja. Sejamos
autênticos COM ATITUDES verdadeiros.
Ø DIALOGO E CONVERSA-
Nos desafios dos nossos relacionamentos, seja em casa ou onde for, que possamos
tratar e resolver com dialogo respeitável, valorizando a pessoa do outro.
Ø CARINHO-
Já que isto é uma carência, antes de querer, vamos oferecer, muitas vezes um
sorriso desarma qualquer situação, um beijo ou um abraço quantos de nós já precisou
e ainda precisamos né? O que eu quero pra mim que eu possa fazer pro outro!
Ø CORDIALIDADE E SIMPATIA
- Sejamos simpáticos, agradáveis aos outros. Claro que podemos não estar 100%
alegres, mas ser simpático e cordial é uma virtude de gente de Deus.
Ø ATENÇÃO E PACIÊNCIA-
Como podemos contribuir com nosso irmão dando-lhe a atenção e ter a paciência
em ouvi-lo, muita gente nos procura simplesmente para desabafar e ser
descarregar das angustias ou desilusões da vida. Parar para ouvi-los é praticar
caridade também.
Ø SINCERIDADE
– Cuidado para que a nossa sinceridade não venha recheada de gestos estúpidos e
ignorantes, estes gestos demonstram claramente que precisamos de ajuda para
trabalhar o nosso comportamento e o nosso emocional.
Ø DEPRESSÃO-
Fiquemos atentos para esta doença que, infelizmente muito dos nossos que caminham conosco vivenciam, talvez por nosso desconhecimento não percebemos o
grito silencioso do nosso irmão. Outras vezes ainda, somos nós que passamos por
situações depressivas. Dependendo da situação, depressão precisa ser tratada e
acompanhada por um médico.
Existem outros diversos
assuntos relacionados á afetividade que poderíamos partilhar, mas vou parar por
aqui. Espero ter contribuído para uma reflexão quanto a nossa afetividade. Sei
que este assunto é amplo e que não abordei de forma técnica mesmo porque não
sou profissional da área como mencionado anteriormente. Em breve votamos com
estes e outros assuntos.
Um abração!
Zé.
terça-feira, 29 de abril de 2014
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Família: lugar da experiência de Deus
As
dificuldades que as famílias enfrentam para educar seus filhos na fé, face ao
individualismo e o relativismo que o mundo moderno propõe, preocupam a Igreja,
tanto que a Semana da Família no último ano, teve como tema “A Transmissão e
Educação da Fé na Família”.
As pessoas desejam apenas atender os próprios anseios, criam seus critérios, acreditam em verdades individuais e que Deus que deve obedecer a interesses particulares.
As pessoas desejam apenas atender os próprios anseios, criam seus critérios, acreditam em verdades individuais e que Deus que deve obedecer a interesses particulares.
![]() |
| Pe. Luiz Cézar Antunes Lagoa Santa/MG |
O que
se espera é que a família cristã, apesar das dificuldades, procure formar seus
filhos numa visão humanista, educando-os para a vida comunitária e fraterna.
A boa
educação cristã deve se embasar no amor que aceita e respeita a dignidade de
cada filho como indivíduo; deve saber distinguir um filho do outro, educando-os
para a honestidade e responsabilidade. Cabe aos pais a formação
integral dos filhos, cuidando com coragem, força e docilidade da integridade
física, moral e espiritual deles.
Os filhos
precisam sentir segurança e confiança nos pais. O diálogo aberto, a paciência
diante das constantes mudanças na vida das crianças e dos jovens e os elogios
devem fazer parte da convivência familiar.
Os pais cristãos devem se convencer de que a tolerância, o respeito pelo outro, a esperança de transformação e a prática da caridade se aprendem em casa, pelo testemunho dos pais.
A incoerência é a grande inimiga da educação familiar. Quando se deseja educar para os valores humanos e cristãos é necessário ocupar-se da tarefa de educar; para isso os pais precisam ser presença afetiva e efetiva para seus filhos. Os filhos aprendem com o que veem, muito mais do que aquilo que escutam.
A família é o lugar onde se conhece Deus, aprende-se a amá-lo e amar o próximo. Nela, os valores do Evangelho devem ser anunciados e testemunhados. São valores eternos. Eles permanecem mesmo com as grandes mudanças na educação.
O respeito nas relações entre as pessoas, os valores da fé, a obediência e o amor a Deus e aos pais não podem mudar. A autoridade sobre os filhos não pode sair de moda, é um direito e um dever dos pais. As famílias devem celebrar as manifestações afetivas como forma de criar um ambiente cristão e saudável em casa. Afeto nunca sai de moda.
Apesar da disciplina familiar ter sofrido transformações e da convivência familiar ter mudado, em virtude de cada membro da família, é necessário o respeito pela individualidade de seus membros. Dar liberdade para as opiniões serem manifestadas e ouvidas é excelente prática familiar, assim como se faz necessário que os pais tenham segurança e consistência para orientar os filhos.
Sempre é tempo de reunir pais e filhos para rezar e fazer uma revisão da vida familiar. É necessário criar as condições propícias para que a experiência da Igreja Doméstica seja um testemunho vivo na comunidade de fé.
E-mail recebido por nossa amiga- Sônia Menezes-Venda Nova/BH
Os pais cristãos devem se convencer de que a tolerância, o respeito pelo outro, a esperança de transformação e a prática da caridade se aprendem em casa, pelo testemunho dos pais.
A incoerência é a grande inimiga da educação familiar. Quando se deseja educar para os valores humanos e cristãos é necessário ocupar-se da tarefa de educar; para isso os pais precisam ser presença afetiva e efetiva para seus filhos. Os filhos aprendem com o que veem, muito mais do que aquilo que escutam.
A família é o lugar onde se conhece Deus, aprende-se a amá-lo e amar o próximo. Nela, os valores do Evangelho devem ser anunciados e testemunhados. São valores eternos. Eles permanecem mesmo com as grandes mudanças na educação.
O respeito nas relações entre as pessoas, os valores da fé, a obediência e o amor a Deus e aos pais não podem mudar. A autoridade sobre os filhos não pode sair de moda, é um direito e um dever dos pais. As famílias devem celebrar as manifestações afetivas como forma de criar um ambiente cristão e saudável em casa. Afeto nunca sai de moda.
Apesar da disciplina familiar ter sofrido transformações e da convivência familiar ter mudado, em virtude de cada membro da família, é necessário o respeito pela individualidade de seus membros. Dar liberdade para as opiniões serem manifestadas e ouvidas é excelente prática familiar, assim como se faz necessário que os pais tenham segurança e consistência para orientar os filhos.
Sempre é tempo de reunir pais e filhos para rezar e fazer uma revisão da vida familiar. É necessário criar as condições propícias para que a experiência da Igreja Doméstica seja um testemunho vivo na comunidade de fé.
E-mail recebido por nossa amiga- Sônia Menezes-Venda Nova/BH
sábado, 18 de janeiro de 2014
FOTOS 1º VEM E SEGUE-ME 1999
Galeria de poize25 no Flickr.
Estas são uma amostra de fotos raras do 1º Vem e Segue-me- Carnaval de 1999.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
REFLEXÃO- A PETECA E O TREM
Amigos,
hoje, estive pensando sobre a nossa missão e como temos deixado, por tantas
vezes, a peteca cair. Nosso trem tem saído dos trilhos várias vezes. Claro que Deus não nos quer perfeitos e sim buscando a perfeição, e a perfeição é só Ele mesmo- Deus.
Temos
deixado a peteca cair quando, por exemplo, algum motivo, deixamos de
participar da Igreja, (alguns motivos até justificáveis), para não fazer cumprir o que nós mesmos nos propusemos. A peteca cai quando esquecemos que sermos misericordiosos e piedosos com
o próximo, esquecemos que somos servos, missionários. Servo e missionário deve
estar disposto a partir ao encontro, realizar aquilo que, às vezes não é da sua
vontade, mas precisa ser cumprido. O trem sai dos trilhos quando não mais
conseguimos diferenciar o que é de Deus do que é do homem, na maioria das vezes
as coisas do homem prevalecem mais do que as coisas de Deus.
O trem
descarrila quando não estamos em condições físicas, psíquicas e, sobretudo espirituais
para assumir qualquer trabalho na Igreja que demanda zelo. Quando não temos a humildade
pra reconhecermos que precisamos da intercessão e de oração de alguém, irmãos
próximos. Quando ACHAMOS que estamos bem e conseguimos levar a frente um
projeto que propagamos como sendo de Deus, mas na verdade ele é 100% nosso. Os
projetos de Deus acontecem de forma tão natural e sem pressão. Quando um
projeto não é o Deus, quem tem intimidade com Ele percebe rapidamente. A peteca
cai quando esquecemos que somos apenas instrumentos, e instrumento não toca
sozinho.
Engraçado
né? De qualquer forma que a peteca for jogada, ela cairá em pé. O Trem tem o
seu destino já traçado pelos trilhos, o seu objetivo é sair de um lugar e
chegar ao outro ligado por uma linha.
Deus nos dá
a liberdade para estarmos ou não na presença Dele, somos livres pra ir ou não
ir à Igreja, assumir ou não aquela missão, participar ou não daquele encontro,
concordar ou não com estas palavras. A
todo o momento tem nos impulsionado a ser missionários, e missionário tem um
coração inquieto pois sempre estará ouvindo-
Vem e Segue-me, Ei... sai do seu lugar, vá ao encontro de quem precisa de você. Ouça a minha voz, pegue o seu cajado pois eu preciso de você para apascentar os
meus cordeiros.
Para isto,
é preciso estar de pé e seguirmos a direção da estação. O trem somos nós, Jesus
é a nossa linha ( trilhos) o Espirito Santo é quem nos impulsionam em direção a
estação que é Deus. Quando não estamos dispostos ou não conseguimos ficar em
pé, precisamos de ajuda. Se acaso preferirmos não ficar de pé e nem andar
nos trilhos, quem irá perder? Seremos nós mesmos!
Grande
Abraço! Zé.
16/01/14.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
TESTEMUNHO QUE EDIFICA A NOSSA FÉ- WALMIR ALENCAR
| Minha vida é pura misericórdia! Nasci no dia 29 de Julho de 1967 em Registro, baixada santista, no Estado de São Paulo. E jamais pensei em ser músico, nem sequer ser de Deus ou até mesmo servi-lo como sirvo hoje. Desde pequeno fui criado em meio a uma grande indecisão. Minha família era espírita de “mesa branca”, onde se invocavam os mortos. Como toda família constituída, nós também buscávamos uma tal felicidade que parecia ser ilusão, porque nunca a vimos em nossa casa. Parecia que quanto mais buscássemos nesses lugares, mais distante ela ficava. A minha rebeldia e as desavenças entre nós faziam com que vivêssemos num confronto diário de desamor. | |
Em minha adolescência essa busca por um alento aumentou, mas com ela minha infelicidade também, pois eu buscava em meio a pessoas que viviam num verdadeiro lamaçal de pecados.
Eu freqüentava todos os dias um lugar onde rolava de tudo: drogas, sexo livre... E pensando em estar seguro, eu até dizia aos que me criticavam: “Eles sim são minha família! Pois eu nunca tive outra!”. Mas freqüentemente os “amigos” que ali eu conhecia não duravam muito tempo: Uns morriam por assassinato e outros por drogas, e eu simplesmente ia restando.
Enquanto isso, em casa, eu assistia de camarote a minha família se desfazer: Meus pais se separando, minha irmã mais velha tornando-se mãe solteira, sendo que já não tínhamos nem condições financeiras para cuidar dos outros irmãos. E além de tudo isso, o irmão mais novo cai do muro e falece. Parecia que nossa sorte era a desgraça.
Minha mãe não agüentando segurar tudo sozinha, um dia de manhã quando nós acordamos, vimos um bilhete dela dizendo que era para a gente se cuidar porque ela estava indo embora.
A partir dali cada um foi viver sua vida.
Foi nesse tempo que com 16 anos de idade, já vivendo em São José dos Campos/SP, recebi um convite de um jovem vizinho para participar da Missa da juventude. Mas somente depois de alguns meses, ao passar sem querer em frente da Igreja num domingo de manhã, acabei entrando para participar da Missa. Eu estava com chinelo de dedo, todo sujo, cabeludo, roupas velhas e nem mesmo sabia fazer o sinal da cruz, mas ao ver a alegria daqueles jovens cantando e dançando, não me importei com mais nada. Chorei muito, pois havia encontrado a verdadeira felicidade!
E uma frase queimava no meu peito: “Aqui é meu lugar”. Fui batizado aos 17 anos na mesma Igreja. Comigo também três irmãs acima de minha idade e outra mais jovem que eu. Uma delas recebeu três Sacramentos num mesmo dia: Batismo, Primeira Comunhão e Matrimônio. Foi uma Festa!
Hoje minha maior felicidade é ver minha família buscando o Senhor. Depois de alguns anos encontrei minha mãe e voltei a morar com ela. Nesse tempo todas as minhas irmãs já freqüentavam o grupo de oração. E minha mãe foi reconquistando toda a família novamente com seu testemunho de vida. Entrou para a Igreja e se casou em Maio de 2003.
Deus é santo e bom em tudo o que faz! Continuo esperando em Deus e não desanimo. Ainda que falte alguma coisa para o Senhor ajustar em minha casa, como meu irmão que por causa de tráfico de drogas ficou no Carandiru até fechar e há muitos anos vive de presídio em presídio, eu levo comigo esta promessa: "Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e tua família" (Atos 16, 31)
Mas Deus sempre traduziu esta palavra para mim desta forma: ”Se você cuida da minha Obra, Eu cuido da sua família”.
Walmir Alencar
Adoração e Vida
FONTE:http://www.rccbrasil.org.br/artigo.php?artigo=749
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Adoração ao Santíssimo Sacramento.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A função do ministério de música é marchar à frente
A função do ministério de música é marchar à frente, abrindo as trincheiras do inimigo, para que o exército de Deus possa entrar e destruí-lo.Nele, observamos as seguintes qualidades:
• Não se acovarda;
(Quando nos acovardamos, desprezamos o Senhor e a força que vem do alto.)
• É obediente;
(Que se faça somente a vontade de Deus!)
• Está consciente da batalha espiritual;
(Existe realmente uma batalha espiritual sendo travada e a nossa arma é a oração)
• Faz retiradas estratégicas;
(Quando notamos que a música está sem unção e falta unidade, é melhor recuar)
• Procura não errar a rota;
(Não existe erro de rota maior que a desobediência à Igreja)
• Nunca perde de vista seu General;
(Quando isso acontece, o pelotão desgoverna todo o exército que vem atrás)
• Está sempre à serviço do exército, que é a Igreja.
(O pelotão está à serviço do batalhão e não o contrário)
TENTAÇÕES DO MÚSICO
É através das tentações, dos sofrimentos, das tribulações; é abraçando todos os dias a nossa cruz, que seremos achados fiéis e obedientes. O Senhor não promete retirar-nos as tentações, mas meios de suportá-las.
1.VAIDADE “A ninguém posso ceder a minha Glória”
Isaías 48, 11b
2.CIÚMES O músico se irrita diante do Dom do outro e ainda por cima passa à pensar que faria melhor.
3.IMPUREZA DE INTENÇÃO Servir à Deus buscando outros interesses. Nossa motivação em servir à Deus deve ser o amor à Jesus e ao irmão.
4. AGIR NA CARNE Não agir conforme a ação do Espírito Santo.
5. FALTA DE COMPROMISSO É levar uma vida sem oração, sem vínculos com a Igreja e sem compromisso com o Senhor.
6. SERVIR À DEUS PELA METADE É não possuir confiança absoluta em Deus, buscando outras seguranças.
7. SERVIR À DEUS EM PECADO Não testemunhar com a vida aquilo que se canta.
8. RETER PARA SI É o egoísmo de reter os conhecimentos e técnicas do ministério só para si.
9. VOLTAR À VIDA VELHA É o esfriamento da chama do primeiro amor.
10. AGIR SEM AMOR É a falta de transparência para com Deus, com o próximo e consigo mesmo. Não podemos disfarçar o que está dentro de nós.
A MÚSICA É INTERCESSÃO
Pelos acordes, instrumentos musicais e nossas vozes, realizamos uma súplica à Deus para que seu poder curador e libertador seja derramado.
Todo servo de Deus na música tem o serviço de tornar sua oração intercessória e deve deixar que o próprio Senhor conduza o seu canto. Existem três fases distintas da intercessão:
IDENTIDADE
O Músico deve ser humilde o bastante para se identificar com a realidade e o problema das pessoas pelas quais intercede.
AGONIA
Não existe carisma sem dor e sacrifício.
AUTORIDADE
É ter uma profunda intimidade com Deus à ponto de sempre obedecer a sua voz.
O servo de Deus na música não pode se esquecer que seu canto é uma oração, quem age em nós para interceder, quem nos move e nos anima é o próprio Espírito Santo.
MINISTRAR A MÚSICA COM PODER
1. O QUE SIGNIFICA SER MINISTRO?
É representar à Deus. Representamos Jesus no campo da música, somos ministros do louvor. O ministro de Deus é escolhido para fazer a vontade do Senhor e não a sua própria vontade.
2. REQUISITOS PARA MINISTRAR COM PODER
2.1 UNÇÃO
(presença de Deus) UNÇÃO SACERDOTAL: para consagrar e oferecer os sacrifícios ao Senhor.
UNÇÃO RÉGIA: para vencer todos os “Golias”.
UNÇÃO DOS LEPROSOS: para a cura dos sofrimentos do povo de Deus.
UNÇÃO DE JESUS CRISTO: ministrar como homem, mas depender totalmente da unção do Espírito Santo.
UNÇÃO DO LEIGO: no nosso batismo recebemos a tríplice unção dada a Jesus Cristo.
UNÇÃO NA MÚSICA: deixar cair primeiro no coração de quem a executa e convencer-se primeiro; é necessário que a música seja primeiramente ministrada para si mesmo.
2.2 SANTIDADE Arma principal para a batalha espiritual
- Oração;
- Eucaristia;
- Sacramento da reconciliação;
- Jejum ou Penitência.
3. QUALIDADES PARA MINISTRAR COM PODER
HUMILDE “Importa que Ele cresça e diminua eu.” (Jo 3,30)
DISPOSTO Fazer tudo de bom agrado, nunca pensando em agradar aos homens, e sim à Deus.
OBEDIENTE Obediência ao corpo hierárquico da Igreja.
RECONCILIADOR Não ser somente aquele que perdoa, mas também o que promove a reconciliação.
QUE DIALOGA Falar na hora certa e saber escutar.
DESAPEGADO “É maior felicidade dar que receber.”(At. 20, 35)
COMPROMETIDO Assumir o ministério como prioridade, ser perseverante e responsável.
TER VIDA DE ORAÇÃO Ministério de música sem oração, fatalmente cairá no erro de não saber e nem fazer a vontade de Deus.
INSPIRAR CONFIANÇA E SEGURANÇA Ter segurança interior.
PACIENTE Saber esperar com esperança, com paz e com conhecimento de que Deus pode realizar em nós e por nós.
TER BOM OUVIDO Ter senso de melodia, afinação e de ritmo.
4. PREPARO PARA MINISTRAR COM PODER
1º Passo: Buscar os Sacramentos (Reconciliação e Eucaristia).
2º Passo: Santificação pessoal, vigílias, penitências ou jejuns.
3º Passo: Espírito Santo, reunir para ensaios e oração, ser o primeiro a chegar e o último a sair, aquecimento vocal.
5. MINISTRAR A MÚSICA COM PODER NO GRUPO DE ORAÇÃO
O mais importante é ficar atento ao que o Espírito Santo quer como direção. No Grupo de Oração encontramos 4 linhas de força:
a) Encontro com Jesus:
• Levar cada um a desejar um encontro pessoal com Jesus, pois muitos vem para buscar cura, pedir pelos seus problemas e se esquecem do encontro pessoal com Aquele que tudo pode. b) Louvor:
• Principal momento, ocupando nunca menos que 30 minutos;
• Louvor através da Bíblia, da música, pingue-pongue, desencadeado e em línguas.
c) Espírito Santo:
• É o condutor da reunião de oração
• Se o ministro da música não se deixar conduzir pelo Espírito Santo, ele não cumprirá sua missão.
d) Os Carismas:
• Buscar pelo Espírito Santo;
• Importância da Oração em línguas que nos abre a outros dons;
• O canto em línguas que não é forçado, mas parte da inspiração do Espírito que anima o povo, tem um ápice e termina suavemente, mansamente sem exageros.
6. DICAS PARA MINISTRAR COM PODER
a) Sintonia e Harmonia: Atenção à Pregação para a música ser uma continuidade da mesma e não um “show” à parte.
b) Postura:
• Não vestir-se exuberantemente, mas com simplicidade;
• Evitar conversas paralelas que não estejam no contexto do evento e nem brincadeirinhas;
• Não fazer gestos exagerados, nem escandalosos.
c) Sobre o Ministério:
• Não trocar com freqüência os componentes;
• Ter organização interna;
d) Comentários: Comentar a música com breves palavras.
e) Rezar as canções: Trabalhar a música com orações, onde o ministro se sentir inspirado.
f) Escolha dos cânticos:
• A música não pode ficar fora do contexto do assunto que está sendo trabalhado;
• Iniciar com cantos alegres e animados;
• A transição das animações para as interiorização deve sempre ser gradativa;
• Tomar cuidado para a música não virar tapa buracos, pois em muitos momentos o que o Senhor está pedindo é o silêncio. É muito melhor a qualidade que quantidade.
g) Música Instrumental: Colocá-la no momento certo com o intuito de mostrar Jesus e não o músico.
h) Alegria:
• O coração e o rosto do músico devem transbordar alegria, pois não convence ninguém um cantor ou instrumentista que ministra com o rosto carrancudo e carregado;
• A tristeza pode matar uma reunião de oração ou um retiro espiritual;
• Mesmo enfermos devemos vestir roupa de festa e ter um semblante alegre para servir o Senhor.
A MÚSICA UNGIDA
A música influencia diretamente o comportamento das pessoas. Através dela pode-se facilmente dizer aquilo que é necessário com uma maior aceitação da mente e da natureza do homem.
a) A influência da música no cérebro humano.
As diferentes áreas e suas reações:
HEMISFÉRIO COMUM HEMISFÉRIO ESQUERDO HEMISFÉRIO DIREITO
• É a base do sistema nervoso;
• É a parte mais primitiva, de onde partem reações violentas, bruscas, instinto de defesa e afetividade;
• Predomina o ritmo. • Raciocínio lógico;
• Controla o lado direito do corpo ;
• Predomina a letra, não importando a melodia, ou o ritmo. • Criatividade;
• Sensibilidade;
• Melindroso;
• Predomina a suavidade, beleza e profundidade da melodia.
b) A influência dos sons e sua intensidade
Para comandar o corpo humano, o cérebro ativa ainda algumas glândulas espalhadas no corpo humano, com suas funções específicas: hipófise, pineal e secreção interna. Algumas notas musicais bem acentuadas afetam certas partes do corpo humano:
Dó – Glândula Pineal
Ré – Hipófise
Mi – Coração, Pulmão
Fá, Sol – Estômago, Intestino
Lá – Fígado, Vesícula
Si – Sexo, Aparelho Reprodutor
A música pode ser usada até de modo terapêutico para ativar órgãos ou glândulas do corpo humano. É preciso portanto, que descubramos a música como instrumento para tocar o psíquico das pessoas, para tocar os seus corações, o centro de suas decisões, o seu “eu” profundo, para então Deus curar, libertar e confortar.
c) O mal corrompe a música
Lúcifer = chefe da música celestial, encharcado de orgulho e vaidade acabou sendo expulso do céu.
À partir do momento que a música parou de levar o louvor ao Senhor, perdeu o sentido de estar entre aqueles que não cessam de louvar o Deus misericordioso.
d) A música usada por Davi
• Davi possuía um ministério de música organizado e bem treinado – 4.000 músicos;
• Tinha coordenadores consagrados à música;
• Teve unção suficiente para derrubar “Golias”.
e) A música usada com unção
A música ungida tem poder para derrubar qualquer tipo de barreira, qualquer muralha. Ela pode desfazer até problemas humanamente impossíveis, pode converter corações mais duros que a rocha.
DOM DO DISCERNIMENTO NA MÚSICA
Nenhum carisma é bem utilizado se não tiver discernimento. O músico necessita do Dom do discernimento para saber escolher as músicas, levar a assembléia à oração, para ver com os olhos de Deus se o povo está oprimido e precisando de uma música que liberta, enfim, para conduzir o povo para os caminhos do Senhor.
O que é discernir? = Vem do Grego, que quer dizer “colocar em prova”, “diferenciar”, “escolher”. Para termos o discernimento é necessário renovar a nossa mente para podermos separar e examinar o que é do mundo e o que é de Deus.
Na luta espiritual temos três tipos de influência:
A influência que emana do Espírito Santo;
A que vem de nosso próprio espírito humano;
E a que procede do espírito maligno.
Como separar estes três sopros que podem existir dentro de nós?
Para Discernir é preciso que o músico seja ÍNTIMO de Deus.
O MÚSICO DEVE FORMAR OUTROS
O Canto cristão precisa ser ouvido pela Terra inteira e isso só acontecerá se houver o efeito multiplicador, ou seja, que cada servo de Deus forme outro. E para formar ou sermos formados é preciso:
• Cursos;
• Seminários;
• Aprofundamento na Palavra de Deus;
• Aprofundamento nos documentos da Igreja.
Tudo isso não só individualmente, mas com todo o grupo.
O lugar mais importante para o discípulo é aos pés do mestre. Sem escutar, é impossível ser discípulo. O discípulo é totalmente dependente e guiado pelo Espírito Santo, deve tratar à Deus de papai. E esta é a nossa missão, formar discípulos íntimos de Deus.
MÚSICA LITÚRGICA – CANTO NA MISSA
Canto de Entrada: deve ser alegre e de louvor à Deus.
Ato Penitencial: Meditação simples, não demorado e cheio de fervor.
O Glória: Canto de Alegria, contendo Glória ao Pai, Filho e Espírito Santo.
Salmo: É uma resposta à 1ª leitura e nunca deve ser substituído por cântico de meditação, à não ser que tenha o mesmo contexto.
Aclamação: Exceto no tempo da Quaresma, a aclamação mais utilizada é o Aleluia.
Profissão de fé: Pode ser cantada, desde que contenha os principais pontos da fé católica.
Ofertório: É um dos cânticos menos importantes, pois o grande ofertório da missa é após a consagração.
Santo: É o canto mais importante da missa, uma aclamação feita exclusivamente à Deus Pai.
Consagração: O mais importante são as palavras e os gestos do celebrante, o canto é opcional.
Amém: É a resposta final e deve ser feita com vigor e alegria.
Pai Nosso: o canto é opcional
Cântico de Paz: Deve ser um canto que expresse alegria e amor ao irmão.
Cordeiro: Se for cantado deve ser rigorosamente a letra original.
Comunhão: Canto de oração e recolhimento que deve ressaltar Jesus presente no vinho e pão, não podendo ser muito animado.
Ação de Graças: É opcional.
Final: É um canto de alegria que ressalta a necessidade do envio missionário.
Quem quer trabalhar na música para Deus; lembre-se que o principal papel de um Ministério de Música é servir na liturgia.
CONCLUSÃO
Uma nota musical não realiza nada sozinha, mas um conjunto de notas organizadas harmoniosamente formam uma música. O Senhor é o Maestro e se nós nos unirmos formaremos o canto novo que Ele quer fazer ressoar pela face da Terra.
BIBLIOGRAFIA
1 – TAUNNUS, Roberto A., TANNUS, Neusa A. de O., SOUZA, Aldenor de / Formação Espiritual de Evangelizadores na Música – Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Temos assumido muitos compromissos?
Amigos, boa tarde!
Nossos compromissos: Assumir e não cumprir,
assumir e cumprir e o cumprir sem assumir.
a) Assumidos e não
cumpridos- Sabemos que nossa missão na
igreja demanda diversas funções e tempo para cumpri-las. Quando firmamos um
compromisso e não cumprimos, sobra pra quem não firmou e não marcou. Às vezes
pessoas sem um conhecimento básico ou até mesmo sem experiência tentam executar
o que era de responsabilidade nossa. Claro, nosso tempo tem sido cada vez
menor. Estudo, trabalho, casa, casamento, filhos, família, todos precisam da
nossa presença também. Eu por exemplo, às vezes tinha compromissos de segunda a
segunda, sem um intervalo, um descanso. Chegou num tempo em que eu cumpria as
coisas sem nenhum critério, fazia por fazer! Então acontecia uma falta de zelo
e cuidado com as coisas de Deus.
b) Assumindo e
cumprindo- Nada mais correto que isto né?
Assumir e cumprir! Ninguém é obrigado a assumir nada, mas se assumiu, deve
cumprir! Nossa missão na igreja deve acontecer
de forma bem natural e sem pressão. A qualidade
do serviço será melhor e o zelo com o sagrado ficará evidente.
c) Cumprir sem assumir- Ao contrário do ítem (a) Às vezes uma pessoa é convidada a
desempenhar determinada tarefa na igreja sem ter sido, ao menos avisada. Por
algum motivo, alguém faltou ao compromisso.
Gente,
há momentos que não estamos preparados psicologicamente nem fisicamente, ai
acontece que alguém nos chama para ministrar um momento de louvor, oração sem condições. Então, o resultado é imprevisível,
né?
Eu acredito que por motivos diversos e
falta de responsabilidade daqueles que assumiram tarefas e não cumpriram (salvo por motivos maiores), alguém
cumpri algo que não era para si. Não porque não merecia ou não podia assumir,
mas porque não estava preparado. E como estar preparado? Oração, jejum, amor
aos irmãos, Comunhão e estudo da Palavra de Deus é a resposta.
Retornando ao tema inicial, o excesso de
atividades de alguns, têm contribuído para que outros assumam compromissos sem os devidos
cuidados.
Os coordenadores devem dar oportunidade
para todos que estão disponíveis para o serviço, ainda que monitorando, treinando e preparando. Isto é papel de um formador.
É fato também, que alguém pode pensar que a tarefa ou o serviço não acontecerá sem a sua presença, sem que ele esteja à frente. Ninguém é insubstituível! Deus sempre providenciou e providenciará alguém para realizar a sua vontade e cumprir o que outros, às vezes nós mesmos, têm abandonado e deixado de cumprir.
É fato também, que alguém pode pensar que a tarefa ou o serviço não acontecerá sem a sua presença, sem que ele esteja à frente. Ninguém é insubstituível! Deus sempre providenciou e providenciará alguém para realizar a sua vontade e cumprir o que outros, às vezes nós mesmos, têm abandonado e deixado de cumprir.
Fico por aqui, pois este assunto é extenso e continuaremos
em breve.
Mande
sua sugestão, críticas ou artigos para o meu e-mail- poize25@hotmail.com
Graaaaande
Abraço!
Deus
abençoe à todos!
Zé
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Reflexão -Artigo- Padre Zezinho
Foi Paulo, o apóstolo sem medo de se expor que, na linha de Mateus 10,27 nos brindou com a noção de mídia vivida de maneira cristã. De cima dos telhados, sim, mas para que mais gente o ouvisse e não para ser visto e aplaudido por mais olhos e mãos. Nem Jesus nem Paulo fizeram da fé um espetáculo. Jesus várias vezes proibiu que divulgassem seus milagres. ( Mt 16,20; Mc 7, 36; Mc 8,4 ; Mc 8,30).
Ao dizer que era exposto aos olhos do mundo (1 Cor 4,9 ) Paulo deixou claro que não o era pelos prêmios, troféus e aplausos de pódio e sim que estava sujeito às dores do púlpito. Sentia-se como as vítimas jogadas aos leões no Circo Máximo. Não havia glória nem aplauso. Releiamos o texto:
Penso comigo, que Deus pôs a nós, apóstolos, por últimos, como condenados à morte; porque somos dados em espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. (I Cor 4, 9)
Penso comigo, que Deus pôs a nós, apóstolos, por últimos, como condenados à morte; porque somos dados em espetáculo ao mundo, aos anjos, e aos homens. (I Cor 4, 9)
O mesmo Paulo, ao lembrar que venceu porque não desistiu e não foi embora do seu compromisso não fala em derrota do outro e, sim, em vitória pessoal porque lutou com ética, fez um bom combate, chegou ao fim da corrida e guardou a fé. Foi difícil, mas manteve a palavra dada. (2 Tm 4,7) Foi fiel ao que prometera. Fidelidade é um dos temas centrais da pregação de Paulo. Não se vai embora da família, do evangelho e da Igreja porque está difícil continuar. O evangelho não depende do que dá mais lucro ou mais satisfação.
***
Evangelizar, para Paulo é pastoral social e catequética. É missão e convite do céu e da Igreja e não fruto de conquista pessoal e marketing pró indivíduo. Não funciona na base do “quero me divulgar e ser muito conhecido porque, assim, eu poderei tornar Jesus conhecido!” Parece lógico, mas não é cristão. Equivale a expor-se para expor, vender-se para vender.
Quando o pregador põe preço alto para sua pregação, esquece o que dizia Paulo na 2 Cor 11,8 e na 1 Ts 2, 6-9. Ele fez de tudo para não ser pesado ás comunidades às quais pregava. Não quis dar trabalho nem custar caro. O preço da pregação de Paulo era pequeno e ele nada lucrava com o evangelho. Fazia coletas para os pobres ( Rm 15.26. 1 Cor 16,1 ) mas ele mesmo imitava Jesus que vivera na pobreza ( 2 Cor 8,.9 ) Não levou vantagem ao pregar o evangelho. Aliás, foi perseguido, houve gente que jurou não comer enquanto ele não fosse morto ( At 23,12) Experimentou fome, sede frio e nudez ( 1 Cor 1,27) A Paulo não se poderia aplicar a severidade de Jesus contra pregadores que catam dinheiro das pessoas carentes a pretexto de longas orações. O castigo deles será maior. (Mc 12,40)
***
Evangelizar, para Paulo é pastoral social e catequética. É missão e convite do céu e da Igreja e não fruto de conquista pessoal e marketing pró indivíduo. Não funciona na base do “quero me divulgar e ser muito conhecido porque, assim, eu poderei tornar Jesus conhecido!” Parece lógico, mas não é cristão. Equivale a expor-se para expor, vender-se para vender.
Quando o pregador põe preço alto para sua pregação, esquece o que dizia Paulo na 2 Cor 11,8 e na 1 Ts 2, 6-9. Ele fez de tudo para não ser pesado ás comunidades às quais pregava. Não quis dar trabalho nem custar caro. O preço da pregação de Paulo era pequeno e ele nada lucrava com o evangelho. Fazia coletas para os pobres ( Rm 15.26. 1 Cor 16,1 ) mas ele mesmo imitava Jesus que vivera na pobreza ( 2 Cor 8,.9 ) Não levou vantagem ao pregar o evangelho. Aliás, foi perseguido, houve gente que jurou não comer enquanto ele não fosse morto ( At 23,12) Experimentou fome, sede frio e nudez ( 1 Cor 1,27) A Paulo não se poderia aplicar a severidade de Jesus contra pregadores que catam dinheiro das pessoas carentes a pretexto de longas orações. O castigo deles será maior. (Mc 12,40)
Paulo tinha consciência das dores do povo. Mas não os enganava com evangelhos agradáveis. (Gl 1,8 ) Disse a Timóteo que devia pregar sem a preocupação de agradar. ( 2 Tm 4,1-5) Fosse gentil e compassivo, mas fosse exigente e sóbrio em tudo ( 2 Tm 4,5). Todos teriam, porém que ser pacientes até ao admoestar ( I Ts 5,14) Que os colossenses se tratassem bem mas se admoestassem mutuamente se fosse o caso. (Cl 3,6)
Paulo oferecia Jesus Cristo e este crucificado e não vitorioso, não maquiado e produzido de maneira a agradar a plateia, nem um Cristo luminoso e adocicado que responde a atende ao pregador que invoca seu nome um determinado número de vezes. O pregador que teatraliza e chora dramaticamente diante das câmeras ao pedir pelo seu povo não receberia aprovação nem de Paulo nem de Jesus! Paulo ia ao cerne! Pregava quem era escândalo para os judeus e causa de escárnio para os pagãos. (1 Cor 1,23)
O pregador Paulo distinguia entre missão de mostrar Jesus diante dos holofotes e ambição de aparecer e mostrar-se aos holofotes para depois mostrar Jesus. Ele ficava atrás do Jesus que revelava ao povo e não à frente para anunciar o Jesus que viria depois. Não era o apresentador espalhafatoso tipo Ratinho e Faustão que mais aparece do que apresenta porque o show é ele! Paulo era o corajoso mestre, cujo viver era o Cristo. Ficaria feliz se conseguisse que ao menos alguns dos que o ouviam aceitassem Jesus. Não mirava a multidão. Mirava a profundidade. Falou com respeito das santas mulheres, das que o auxiliavam e das senhoras serenas a quem o evangelho devia muito, mas na 2 Tm 3,6-7 ironizou as mulheres carregadas de pecado e superficialidade que não estão lá para aprender coisa alguma…
Desejou que os Efésios (Ef 3,18) entendessem das múltiplas dimensões do Cristo e crescessem sabendo da altura, da profundidade, do comprimento e da largura deste mistério que supera qualquer conhecimento e entendimento! Era esta a finalidade do seu púlpito e da sua pregação. Ele preferia até ser anátema, um esquecido e ignorado, desde que seu povo descobrisse Jesus!
Desejou que os Efésios (Ef 3,18) entendessem das múltiplas dimensões do Cristo e crescessem sabendo da altura, da profundidade, do comprimento e da largura deste mistério que supera qualquer conhecimento e entendimento! Era esta a finalidade do seu púlpito e da sua pregação. Ele preferia até ser anátema, um esquecido e ignorado, desde que seu povo descobrisse Jesus!
Falou em sermos dados em espetáculo e não em dar espetáculo. Falou em conquistar alguns para Cristo e não para si mesmos. Não quis discípulos a qualquer preço, não se colocou em primeiro, nem quis este posto, não disputou preferências, não procurou holofotes e não fez marketing de si mesmo.
Quando falou de si apontou-se como o menor dos apóstolos e lembrou que era fruto da compaixão de Cristo. De bom grado falou de suas derrotas, mas hesitava em falar de suas vitórias em Cristo, exceto a vitória sobre si mesmo. Está tudo lá para quem tem por hábito ler o Novo Testamento. Tinha-se na conta de vencedor porque sabia perder e sabia da sua força porque aprendera a administrar suas fraquezas. E descobriu que Jesus não tira a cruz de nossos ombros e, sim, nos ensina a carregá-la. Ele não tira o peso, dá sua graça e, de repente, o fardo é suportável. A vida não vira um saco de penas, mas dá para levá-la.
Quando falou de si apontou-se como o menor dos apóstolos e lembrou que era fruto da compaixão de Cristo. De bom grado falou de suas derrotas, mas hesitava em falar de suas vitórias em Cristo, exceto a vitória sobre si mesmo. Está tudo lá para quem tem por hábito ler o Novo Testamento. Tinha-se na conta de vencedor porque sabia perder e sabia da sua força porque aprendera a administrar suas fraquezas. E descobriu que Jesus não tira a cruz de nossos ombros e, sim, nos ensina a carregá-la. Ele não tira o peso, dá sua graça e, de repente, o fardo é suportável. A vida não vira um saco de penas, mas dá para levá-la.
Nas mídias religiosas de hoje, mercê de intenso marketing da fé exercido por indivíduos e igrejas que gastam boa parte do seu tempo de pregação para falar de suas arrecadações, de suas obras recém publicadas ou de suas relações e realizações, desvirtuou-se a função do microfone, do teclado e das câmeras a serviço da fé. Ficou mais a serviço do evangelizador e do mensageiro do que o evangelho e da mensagem.
É por isso que aos que ainda pensam no que que veem e ouvem parece cada dia mais escandalosa a atitude dos que, ao invés de serem dados em espetáculo se dão em espetáculo. Não são os holofotes que os procuram, são eles que procuram os holofotes. Acham um jeito de estar onde haja câmeras e microfones de longo alcance por perto. Não é o palco que lhes é oferecido; são eles que se oferecem e se anunciam na esperança de serem convidados a cantar e a pregar. Não é a emissora que os chama e pede entrevista: eles a procuram, porque acham que têm o que dizer e precisam de espaço. Não esperam pelo mérito. E uma vez lá aceitam qualquer esquema e situação para não perderem aquela chance de serem vistos. Vivem o que constata o sociólogo Jean Baudrillard: Sou visto, logo existo!
Faltam-lhes a ética e a ascese da comunicação da fé. Colocam-se em evidência exagerada, sejam eles padres ou pastores e centralizam a atenção em si. Há um protagonismo excessivo na TV e nos palcos onde são tratados como se fossem semideuses da fé. Entram e saem com guarda-costas, coisa que Jesus não tinha e duvido que os quisesse.
Alguém dirá que o papa os tem. Mas o Papa é chefe de Estado e há leis internacionais regulamentando essas relações. Diferente é o caso do artista de televisão ou de cinema, ou do ídolo dos esportes. Houve promoção para que isto acontecesse. Venderam a imagem para depois vender o produto: jogador famoso custa mais caro; artista famoso cobra mais. Mas provocam mais e por isso precisam por barreiras entre eles e o povo. Toda vez que o mensageiro fica maior do que a mensagem as pessoas quererão a atenção dele e não necessariamente o que ele dize. Tocá-lo fica mais importante do que ouvi-lo. E não falta quem explore isso vendendo toalhinha com o seu suor, fotos e posters a preço diferenciado!
É por isso que aos que ainda pensam no que que veem e ouvem parece cada dia mais escandalosa a atitude dos que, ao invés de serem dados em espetáculo se dão em espetáculo. Não são os holofotes que os procuram, são eles que procuram os holofotes. Acham um jeito de estar onde haja câmeras e microfones de longo alcance por perto. Não é o palco que lhes é oferecido; são eles que se oferecem e se anunciam na esperança de serem convidados a cantar e a pregar. Não é a emissora que os chama e pede entrevista: eles a procuram, porque acham que têm o que dizer e precisam de espaço. Não esperam pelo mérito. E uma vez lá aceitam qualquer esquema e situação para não perderem aquela chance de serem vistos. Vivem o que constata o sociólogo Jean Baudrillard: Sou visto, logo existo!
Faltam-lhes a ética e a ascese da comunicação da fé. Colocam-se em evidência exagerada, sejam eles padres ou pastores e centralizam a atenção em si. Há um protagonismo excessivo na TV e nos palcos onde são tratados como se fossem semideuses da fé. Entram e saem com guarda-costas, coisa que Jesus não tinha e duvido que os quisesse.
Alguém dirá que o papa os tem. Mas o Papa é chefe de Estado e há leis internacionais regulamentando essas relações. Diferente é o caso do artista de televisão ou de cinema, ou do ídolo dos esportes. Houve promoção para que isto acontecesse. Venderam a imagem para depois vender o produto: jogador famoso custa mais caro; artista famoso cobra mais. Mas provocam mais e por isso precisam por barreiras entre eles e o povo. Toda vez que o mensageiro fica maior do que a mensagem as pessoas quererão a atenção dele e não necessariamente o que ele dize. Tocá-lo fica mais importante do que ouvi-lo. E não falta quem explore isso vendendo toalhinha com o seu suor, fotos e posters a preço diferenciado!
Uma séria reflexão sobre a alta exposição dos pregadores deveria ser conduzida por nossa Igreja. Até que ponto a pregação pode ser espetáculo, e quando deixa de ser pregação da Palavra para se tornar acentuação excessiva do pregador? Até que ponto o rosto do pregador anda mais exposto do que sua mensagem? Até que ponto divulgam-se mais as orações e reflexões de um pregador do que os documentos oficiais da nossa Igreja ou a fala do papa? Até que ponto é justo que um pregador use todos os dias da mídia para falar de sua obra e no ano inteiro nunca falou dos documentos dos bispos e do papa nem dos livros do papa que certamente mereceriam ser conhecidos?
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